Condução autónoma: o papel dos reformados

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Pode parecer estranho, mas é com a ajuda de reformados que a Jaguar Land Rover está a trabalhar no sentido de desenvolver a condução autónoma. Os programas de testes já estão a decorrer nos Estados Unidos, a partir de uma pequena startup que está a «sair da sombra».

A Voyage não era mais do que uma pequena startup americana pouco notada até receber o investimento de um construtor automóvel que veio «agitar as águas».

A Jaguar Land Rover investiu nada mais, nada menos do que 2,4 milhões de euros na Voyage e conta com esta empresa para desenvolver a sua tecnologia de condução autónoma.

A Voyage está sedeada em Santa Clara, na Califórnia.

Condução autónoma

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Os programas de testes dos veículos autónomos em ambiente real já estão a decorrer em vários locais dos Estados Unidos da América, com o objetivo de evoluir o domínio dos automóveis que se conduzem a si próprios.

A particularidade? Contar com a preciosa ajuda de reformados do estado da Califórnia, onde possuem licença para a realização destes testes em condições reais. O programa é literalmente baseado no feedback obtido junto de residentes em alguns aglomerados populacionais de reformados em San José (Califórnia) e Orlando (Flórida).

Este investimento da Jaguar Land Rover surge no seguimento do projeto de condução autónoma da marca, que já testa veículos com nível 4 de autonomia, no Reino Unido, desde Novembro de 2017.

A parceria com a Voyage aconteceu durante uma ação de captação de investidores da startup, que resultou num encaixe de cerca de 13 milhões de euros.

Caso semelhante ao da Jaguar Land Rover sucedeu com a General Motors e com a Cruise Automation. Esta foi uma startup nascida em 2013 com o propósito de desenvolver um Nissan Leaf 100% autónomo, mas que acabou por se tornar (408 milhões de euros depois) no departamento de veículos autónomos da gigante norte-americana.