Porque parece que a outra faixa anda sempre mais que a nossa?

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Quantas são as vezes que pensamos, quando nos encontramos envolvidos num engarrafamento, que seguimos pelo carril mais lento? Ainda que pareça mentira, nem sempre é assim. Porquê? A resposta é mais simples do que pode parecer. Vamos ensinar-lhe a superar o stress de um engarrafamento e a aliviar as suas consequências.

Assim, é normal que, quando se encontra no meio de um engarrafamento, tenha a sensação de que está no carril que anda mais devagar.
Um sentimento de cansaço, aborrecimento e frustração assola a sua cabeça com a sensação de nunca estar a andar, enquanto os carros da outra fila parecem rolar de forma constante.
E porque parece que vai sempre pela faixa mais lenta num engarrafamento?
Aqui reside a grande questão. Na verdade, não deixa de ser apenas uma sensação, uma percepção que tem uma explicação simples: a maior parte do tempo que passa num engarrafamento, está parado, sem avançar, e o que parece é exatamente isso, estar parados, mas afinal vai andando, pouco a pouco. A realidade é que todos os automóveis avançam a ritmos idênticos e todos os condutores sofrem essa sensação de desassossego como consequência de se verem integrados no engarrafamento.

Os engarrafamentos e as suas consequências

As consequências dos engarrafamentos são bem conhecidas de todos, ainda que, de vez em quando convém recordá-las: para além de acabar com a paciência dos condutores, fazem-nos perder horas e dias de produtividade, para além de disparar os níveis de poluição e aumentar o número de acidentes.

A origem dos engarrafamentos surge com a Segunda Guerra Mundial, numa época em que se viviam momentos difíceis nas cidades europeias, onde era cada vez mais difícil gerir o aumento exponencial da congestão de veículos. A solução para este problema passou pela multiplicação de faixas respeitando o número de automóveis em circulação. Uma solução que em vez de resolver o problema, o agravou ainda mais, pois quanto mais estradas se construíam, mais faixas haviam para ocupar.

O paradoxo de Braess explica o problema

O paradoxo de Braess, apresentada pelo matemático Dietrich Braess em 1968, dava resposta ao engarrafamento proporcional ao número de faixas. De acordo com Braess, os utilizadores de uma estrada têm tendência a eleger o percurso que mais lhes convém de uma forma “egoísta” com o objetivo de reduzir o seu tempo de viagem. Por esse motivo, a abertura de uma nova via, que lhes permita chegar ao destino com maior antecedência, vai ser a eleita por todos, deixando de contemplar aquelas que, mesmo sem trânsito, tornam o caminho até ao destino mais longo. A decisão é a mais lógica, apesar desta ação provocar, na maioria dos casos, um maior congestionamento de trânsito.

Quase um dia enfiado no carro

Em média, cada português perde por ano, num engarrafamento, cerca de 18 horas segundos dados da aplicação INRX publicados recentemente. Estes dados refletem que cada condutor português passa um dia por ano “enfiado” no carro, o que diz bem da preocupação que são as filas de trânsito nos dias de hoje.

Conselhos para sobreviver aos engarrafamentos
Quando não dá para fugir, e é mesmo preciso ficar “parado” no engarrafamento, é fundamental manter-se tranquilo, deixando de lado a ira, a angústia e a impaciência, para que o engarrafamento não se converta num autêntico calvário. Aqui ficam alguns conselhos para que consiga levar a fila com tranquilidade.
– Encha-se de paciência e nunca perca a concentração ao volante. Trate de evitar exteriorizar a sua frustração, o que o levará a ter reações nervosas ou a acelerar bruscamente. Estas ações não o levam a nenhum lado.
– Evite mudanças de faixa de rodagem constantes, pois a única coisa que podem fazer é levá-lo a ficar mais tempo retido.
– Trate de manter uma velocidade constante, evitando acelerações e travagens bruscas.
– Mantenha-se confortável dentro do seu carro ouvindo música relaxante.
– Coloque a ventilação numa temperatura média de 22º para fazer do habitáculo do seu carro um lugar mais cómodo.
– Não marque horas de chegada sabendo que vai apanhar trânsito. Uma vez numa fila, aceite a situação tal como ela é.