Telemóvel: Já não há margem para lhe mexer sem ser apanhado

 

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Os países da União Europeia decidiram unir forças para lutar numa batalha que, infelizmente, hoje em dia tem cada vez mais adversários: o uso do telemóvel ao volante. Este facto, junto com o aumento do número de sinistros, principalmente de camiões e autocarros, fez com que a Organização Internacional de Polícias de Trânsito, a Tispol, tivesse realizado uma campanha de controlo no transporte quer de mercadorias como de passageiros.

Aqui ao lado, em Espanha, o Director da DGT, Pere Navarro, confirmou a realização de uma prova piloto na Galícia com um camião e um furgão camuflados com o objetivo de vigiar melhor as estradas desde cima… para que ninguém se livre de ser visto.

Novos instrumentos para a luta contra as distrações

Em Espanha, as distrações são a causa de metade dos acidentes com vítimas e o telemóvel tem cada vez maior influência como fator de risco. Ainda que a lei proíba expressamente a sua utilização – salvo em caso do mãos livres – muitos condutores usam os seu smartphone, lêem e enviam mensagens enquanto estão ao volante.

Por isso, o Ministério do Interior apresentou a nova campanha de consciencialização para a prevenção de acidentes de viação, confirmando que já estão em testes novos mecanismos e sistemas para aumentar o controlo das estradas. Assim, já este ano se começou a vigiar as estradas com drones, sobretudo durante as épocas de festas, mas há ainda novidades para vir.

Pegasus e drones: vigilância efetiva nas alturas

Oito helicópteros da DGT vigiam as estradas do país vizinho desde o céu, em busca de infrações. As bases encontram-se na Galiza, Astúrias, Cantabria e aeroportos como os de Valladolid e Saragoça, para a zona norte de Castela e Leão. De Sevilha e Málaga descolam os Pegasus encarregados de controlar a zona da Andaluzia e Estremadura e de Madrid operam os que vigiam a capital e Castela-La Mancha.

Com estes veículos e a implantação de drones, a DGT comprovou a efetividade do controlo aéreo das estradas na prevenção de infrações rodoviárias, mas não pode ficar por aqui. No caso do Pégasus, é um radar aéreo, de origem militar, que a DGT começou a instalar nos seus helicópteros em março de 2013.

Tem duas câmaras que trabalham em simultâneo. A primeira é panorâmica e encarrega-se de seguir o veículo para determinar a sua velocidade, enquanto que a segunda, com uma teleobjetiva de longo alcance, serve para visualizar a matrícula do mesmo ou, até, determinar se um condutor circula sem cinto ou se está a usar o telefone.

Chegam os camiões e furgões camuflados

Juntamente com estes instrumentos que já referimos, Pere Navarro confirma também que existe um teste piloto com um camião e um furgão camuflados, que se encontram na Galiza com o objetivo de “vigiar os acidentes que implicam furgões, cujo número duplicou os últimos meses em estradas e autoestradas”.

Estes veículos camuflados contam com mini radares Veloláser que, além de detetar excessos de velocidade, pretendem aumentar a vigilância do uso do telefone ao volante, o cinto de segurança e de vários elementos de distração. A partir de uma posição elevada pode-se apanhar em flagrante condutores com telemóvel, algo que, sem dúvida, pode ajudar a evitar as distrações, um fator presente em 29% dos acidentes mortais em 2017.

Portanto, os que se esquecem do perigo que é atender o telemóvel na estrada, podem começar a preocupar-se: já não há só helicópteros, drones ou carros camuflados, agora chegam também os camiões e furgões. Esta iniciativa chega importada do Reino Unido, onde a polícia surpreende os infratores e avisa os carros patrulha para que os possam parar e aplicar-lhes a sanção correspondente.

Fonte: Circula Seguro.com

Imagens | DGT