Caminho sem segurança para quem procura uma forma de chegar ao hospital

Caminho sem segurança para quem deseja chegar ao hospital

Já aqui escrevi, exactamente há dois anos, ou seja, no dia 14 de Março de 2014, sobre o perigo que existe na via de acesso ao Hospital Universitário de Coimbra, via Hospital Pediátrico ou via de circulação interna. Dois anos volvidos, continua-se a verificar que os níveis de segurança no local são exactamente os mesmos, ou piores, uma vez que o espaço, sem intervenção, se foi degradando.

Sabendo-se que diáriamente são centenas as pessoas que se deslocam aquela instituição pública de saúde e que muitas delas o fazem através daquele acesso, continua a não perceber-se da verdadeira razão pela qual a autarquia da cidade de Coimbra, insiste em manter os níveis de segurança dos peões em tão baixo nível.

Por onde passo, se não há passeio e o lancil é tão alto?

Para quem conhece o lugar que mais uma vez aqui descrevo, percebe perfeitamente ao que me refiro. A via de circulação é uma circular interna que acessa ao Hospital Pediátrico e ao Hospital Universitário de Coimbra. Ali desenvolve-se muito trânsito e por vezes a uma velocidade inapropriada.

Essencialmente, são pessoas de maior idade que utilizam aquele espaço, ora porque veem de autocarro até a uma paragem que se situa nas imediações do pediátrico e posteriormente fazem o restante caminho a pé, ou por que estacionam por ali os seus veículos, ainda que mal, e seguem caminhando.

Acontece que, em determinados troços, ou por que existem veículos mal estacionados e que ocupam todo o espaço ou simplesmente por que o chão não se encontra em condições minimas de circulação para um peão com total mobilidade, quanto mais para idosos ou com dificuldade dessa mesma mobilidade, os peões são obrigados a circular pela faixa-de-rodagem.

E quando a Polícia Municipal chega ao local

Por vezes avista-se por aquelas bandas a polícia municipal da cidade, nuns raides de autuação. Será essa a solução? Não me parece! Ainda mais quando percebemos que, aqueles agentes, dois, normalmente, que ali autuam quem está mal estacionado, também eles, esses agentes, têm a sua viatura de serviço mal estacionada; ora dentro da rotunda, ora na paragem dos autocarros, ora em cima do “suposto” passeio.

Fica então a dúvida moral, sobre em que é que se baseiam aqueles agentes para autuar quem está mal estacionado, realmente, mas quem não tem soluções que confrontem aquela mesma realidade. Afinal, também esses agentes devem ser autuados por estarem em transgressão; ou será a força da autoridade, nada moral? Fica a questão.