Carta de condução falsa, um mau esquema para a segurança rodoviária.

Carta de condução falsa

Obter uma carta de condução é um processo nem sempre fácil, mas tão pouco difícil. Requer, da parte do interessado, uma aplicação de estudo e compreensão capaz de o levar ao aprovamento em situação de avaliação em exame.

Ao longo dos anos a obtenção de uma carta de condução tornou-se essencial, numa primeira fase, para afirmação social, mas actualmente como exigência nos anúncios de emprego. Uma vez que este título vai confirmar a capacidade de um individuo manejar uma viatura, é necessário que haja uma formação credível, exigente e eficaz.

As cartas falsas e a segurança rodoviária

Como em tudo, existem pessoas que se acham mais espertas do que outras. Já vimos isso nos esquemas da “carta de condução low cost“. São esquemas que visam ludibriar quem deseja obter o documento, mas não está disposto a gastar muito dinheiro com isso ou frequentar horas de formação.

Mas pior que os esquemas “Low Cost”, uma vez que estes se apresentam de acordo com a legislação, logo, legais, são os esquemas de adulteração de exames, seja teórico ou prático, com o auxilio de terceiros, sejam eles quem forem e as cartas de condução falsas, no sentido que nem registadas se encontram. Sim, porque existem as falsas com registo nos ficheiros do IMT.

Uma carta de condução falsa implica, à partida, de uma falta de formação adequada à segurança rodoviária, avaliada profissionalmente, ou até mesmo avaliada. São cartas que se conseguem no mercado negro, em troca de alguns milhares de euros e que garantem, à partida, ao seu titular, a plenitude de legalidade perante as autoridades fiscalizadoras. Isto claro, se o individuo não for detectado em nenhuma manobra ilegal ou acidente rodoviário.

Carta de condução falsa

 Os esquemas das cartas de condução falsas

São conhecidos diversos esquemas de falsificação de cartas de condução, seja com recurso a instructores, examinadores, outros funcionários do IMT ou simplesmente esquemas de criminalidade de falsificação de documentos.

O problema de todos estes esquemas de falsificação de uma carta de condução, passa por haver mais uma pessoa nas estradas portuguesas sem ter uma formação efectiva e respectiva avaliação credível, capaz de garantir que todos os restantes utilizadores do espaço público possam circular em segurança.

Pergunta-se muitas vezes como tal pode continuar a acontecer, mesmo depois dos serviços de fiscalização já terem detectado tantos e tantos esquemas e a justiça ter julgado tantos e tantos infractores.  Tal continua a acontecer porque essa mesma justiça assenta num lei de penalização que ela não criou, mas tem de aplicar. Uma legislação que não pune exemplarmente os infractores, mas sim coloca-os numa situação de suspensão temporária, dando-lhes livre arbítrio para que regressem ao mesmo.

Foto¦ AutoBlog e JN

  • manuel pedro

    Bom dia

    Embora a minha questão não tenha diretamente a ver com o assunto
    deste artigo, no entanto coloco-lhe a seguinte questão: tirei a carta A1 em
    11/11/2010, tinha então 16 anos de idade; dois anos mais tarde, a carta A em
    08/07/2012. Atualmente tenho 20 anos e consequentemente há mais de 2 anos que tenho
    a carta A. Subsistindo a dúvida se nestas condições posso ou não conduzir motos
    com potência igual ou superior aos 35 KW, uma vez ter sido avisado que não estava
    habilitado a conduzir motas desta com potência, pergunto-lhe: estou ou não
    obrigado a fazer o exame prático previsto na legislação em vigor? Se não estou,
    qual o artigo do diploma legal que se aplica ao meu caso?

    Grato pela atenção dispensada,

    Manuel Pedro.

    • Boa noite Manuel Pedro,

      A lei actual apenas entrou em vigor em junho do corrente ano. Uma vez que adquiriu o seu título de condução A antes da entrada, encontra-se ao abrigo da lei anterior. 2 anos após ter feito o seu exame, fica habilitado a conduzir mais de 35 kw.