Droga e segurança rodoviária

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É ilegal conduzir sob a influência de drogas, e como droga pode-se considerar toda e qualquer substancia que afete áreas do cérebro e que controlam desde os movimentos do corpo, passando pelo o equilíbrio, a coordenação, a memória e o discernimento, assim como as sensações.

Devido à necessidade de legislar especificamente sobre determinados produtos, determinando quais são os ilegais, no Reino Unido foram colocados limites máximos para a deteção dessas substâncias no sistema de um individuo, tal como no caso do álcool, que a partir de determinados limites torna-se ilegal.

Atuação no Reino Unido

No início de março deste ano, no Reino Unido, a lei de condução sob a influência de drogas foi alterada para tornar mais fácil para a polícia para capturar e condenar os condutores intoxicados, agora é um proibido conduzir com certas drogas acima de um nível especificado no sangue.

São dezassete as drogas lícitas e ilícitas que são mencionadas na legislação do Reino Unido, inclui o cannabis, cocaína, ecstasy e ketamina. Os limites para todas as drogas “ilegais” são extremamente baixos, basicamente uma pequena quantidade de uma droga ilegal coloca qualquer condutor acima do limite.

Se for considerado positiva a deteção de drogas, ou se considerar que a sua conduta está afetada por drogas, o condutor é preso e levado para uma delegacia de polícia onde serão efetuados testes de sangue ou urina. Se os testes mostrarem que consumiu drogas, ou apresentar um valor de uma droga específica acima dos limites determinados na lei será acusado de conduzir sob a influência de drogas.

As penalidades para condução de drogas são idênticas às de condução sob a influência de álcool. Se for condenado, as penas variam entre um mínimo de 12 meses de proibição de condução, a inscrição do incidente no seu registo criminal e a coima será elevada, podendo inclusivamente ser acumulada com pena de prisão de até 6 meses de prisão.

São cada vez mais as substâncias ilícitas criadas

Por existirem cada vez mais substâncias estupefacientes e os seus efeitos serem muitos e diversos, é necessário realizar mais investigações para compreender o impacto de cada uma delas na habilidade dos condutores para reagir face a situações complexas e imprevisíveis.

Para ficar impossibilitado de conduzir não tem de estar sob a influência de drogas ilegais, basta que seja tenha tomado uma medicação cujos efeitos sejam considerados como tendo consequências na forma com que o paciente consegue interagir com os comandos e com a capacidade de se manter alerta.

Leia sempre a bula, caso esta não seja clara e seja imprescindível combinar a toma do medicamento com a condução, fale antecipadamente com o seu médico, farmacêutico ou profissional de saúde, pois só assim poderá gerir as suas deslocações de forma responsável.

As consequências de uma condenação por drogas são de longo alcance e podem incluir outras consequências acessórias, como perda de emprego, perda de independência, um eventual aumento dos custos de seguro do seu veículo, a vergonha de ter um registo criminal, que até poderá impedir a contratação para determinados trabalhos e dificuldades de mobilidade devido à dificuldade, ou até impossibilidade, em entrar em diversos países como os EUA, por exemplo.

Como as drogas prejudicam a condução

A condução sob a influência de drogas é extremamente perigosa e pode afetar habilidades de condução em um número de maneiras, os consumidores de cannabis muitas vezes pensam que são mais seguros quando estão sob a influência, porque  conduzem mais devagar. No entanto, a cannabis diminui de velocidade de reação e de tomada de decisão. Também pode distorcer a perceção de tempo e distância.

No caso da cocaína leva a uma sensação de excesso de confiança e isso se reflete no estilo de condução, normalmente executam uma condução de elevado risco, com manobras agressivas, geralmente circulam a grandes velocidades. A Ecstasy (MDMA) é extremamente perigosa pois resulta em visão distorcida, percepção mais apurada dos sons, a apreciação dos riscos fica deturpada e possuem uma atitude excessivamente confiante na condução.

Foto | Adrian Clark