Escolas de condução, fábricas ou lojas?

Oficina do Condutor - Escola de Condução

As escolas de condução não são, supostamente, fábricas de condutores ou lojas de aquisição de cartas de condução onde os clientes vão e se inscrevem na certeza absoluta de que num curto espaço de tempo irão obter o titulo que habilita a conduzir um veículo de uma determinada categoria.

Uma escola de condução, pretende-se, deve ser um centro de formação de futuros condutores que se desejam cumpridores das normas que regem a circulação, prevenção e segurança rodoviárias, de agentes cívicos e exemplares de boa conduta para as gerações vindouras. Uma escola de condução deve transmitir o saber de uma forma serena, para que os formandos percebam a necessária tranquilidade com que devem abordar as diversas situações do tráfego.

 A realidade das escolas de condução

No entanto, a realidade das escolas de condução não é aquela que se pretende que seja. Ainda que sujeitas a um regulamento, as escolas de condução tornaram-se, ao longo dos tempos, verdadeiras fábricas de condutores onde as pessoas se deslocam, inscrevem, recebem uma formação enquadrada com a legislação que rege as escolas e depois, se sujeitam a exames teóricos, técnicos e práticos, convencidas que o simples facto de terem pago os serviços de formação nas escolas de condução lhes garante aprovação.

Na verdade as escolas de condução são empresas que visam o lucro. No entanto, ainda assim, devem as mesmas procurar um equilíbrio entre esse pressuposto comercial e a responsabilidade que lhes está imputada de formarem condutores responsáveis capazes de diminuírem a taxa de sinistralidade que mancha as estradas portuguesas.

O que se passa é que o mercado das escolas de condução nunca foi pacifico. A liberalização dos valores de formação fez com que se colocasse para quarto ou quinto plano o ideal da formação com valor e valores, cuidada, ministrada de forma gradual e enquadrada com cada um dos formandos, trazendo para primeiro plano o custo, muitas vezes associado ao prejuízo imediato ou ao ludibriamento dos clientes, apresentando valores concorrenciais impossíveis de praticar por escolas de condução sérias e que buscam a prestação de um serviço de formação de boa qualidade.

EC óbidos

 A responsabilidade do cliente

Com a banalização da aquisição da carta de condução e a respetiva liberalização dos preços, os futuros clientes das escolas de condução estão sujeitos a uma agressiva publicidade por parte do setor. Ou seja, são bombardeados com valores e promessas, sem que haja um contrato escrito a suportar tais compromissos.

Quando tal acontece e devido à intensa procura pelo mais barato, muitas são as escolas que trabalham o lado emocional dos futuros clientes, apresentando-lhes valores para aquisição dos serviços de formação para obtenção de titulo de condução que em nada são os que se vão verificar no final do processo.

Levados pelo bom negócio, muitas são as pessoas que se inscrevem em escolas de condução “Low Cost“, com informação inicial por metade e convencidas que os milagres acontecem nestas empresas de ensino. Acontece que, quando estão em fase final do processo, ou seja prestes a irem a exame prático de condução, veem-se sujeitas a pagamentos extra, como por exemplo a ida a exame, aluguer de viatura, transporte para local de exame, emissão de carta de condução, seguro de exame, etc…

Ora, se alguns destes pontos anteriormente nem existem, muitos dos outros já deveriam estar contemplados no valor inicialmente apresentado ao futuro cliente. Acontece que muitas escolas de condução acabam por alegar que esses valores são custos apresentados pelo IMT, logo não estão associados à escola de condução e sua responsabilidade. O cliente acaba por pagar e no final das contas verificar que o custo “baixo” ou “mais baixo” que o de outras escolas de condução, afinal se tornou muito mais elevado.

É assim importante que quem se propõem a adquirir um titulo de condução numa escola de condução, não observe apenas o valor que lhe é apresentado, mas que tente obter um contrato com a escola de condução onde estejam discriminadas as obrigações e direitos, tanto da escola de condução como do cliente. Mas também deve o futuro formando perceber que o formador é um profissional credenciado e que ele saberá verificar quando o formando estará, realmente, apto para se apresentar a exame.

Foto ¦ EC Oficina do Condutor e EC Santa Maria

  • SILVESTRE

    MUITO OBRIGADO , PELO FATO DE ME DEIXAREM DIZER O QUE PENSO SOBRE ESTE ASSUNTO ,MESMO SABENDO QUE DE NADA SREVE PARA ALTERAR , A FORMA E O PROPOSITO DAS APROVAÇOES OU REPOVAÇOES ,COMO COMO É SABIDO POR TODOS ,NUM PASSADO BEM RECENTE HOUVE UMA POLÉMICA A VOLTA DO “SUPOSTOS” SUBORNOS , DAS APROVAÇOES AO 1º EXAME ONDE “CÃO E GATO PASSAVA”, TUDO MUITO BEM , ATÉ A ALTURA EM QUE SE DA A BOMBA E SÃO RETIFICADAS ESSAS LACUNAS, MAS O MAIS INTERESSANTE DE TUDO É QUE AGORA PARA ALEM DE AS REPOVAÇOES SEREM ENORMES LOGO NO 1º EXAME , OBRIGA OS ALUNOS A FAZER OUTRO EXAME OU MAIS COM UM ACRESCIMO DE 250 EUROS CADA EXAME,ORA BEM VISTO BEM AS COISAS , CADA PESSOAS QUE PRETENDE TIRAR A CARTA DEVE DE TER COMO CERTO DE QUE A 1ª NÃO PASSA , MAS EM VEZ DE 150 EUROS QUE SUPOSTAMENTE SE DAVA AO ENGENHEIRO DE INSPECÇAO PARA PASSAR A 1º,( 2º AS NOTICAS QUE VIEREAM A PUBLICO), AGORA PAGA.SE 250 EUROS PARA A ESCOLA E PARA AS INTITUIÇOES ENCARREGUES DE FAZER A RESPECTIVA INSPEÇOAO , EM CONLUSÃO DE TUDO ISTO E VIVENDO NUMA SOCIEDADE PODRE DE PRINCIPIOS ,HONESTIDADE SERIEDADE E ESSAS TRETAS TODAS QUE TANTO FALAM JUNTARAM O UTIL AO AGRADAVEL EM VEZ DE SER UM A GANHAR AGORA SERÃO 2 OU 3 INTERVENIENTES NO PROCESSO,ASSIM SENDO E COMO GANHAM TODOS MENOS QUEM TIRA A CARTA , PORQUE NÃO É NA ESCOLA QUE APRENDE REALMENTE A CONDUZIR TUDO QUE E ENSINADO DEPOIS NA PRATICA NAO SE APLICA METADE …E EU TENHO CARTA A MAIS DE VINTE ANOS , E NUNCA FIZ UM PARTICIPAÇAO A UM SEGURO , JA COM VAROS MILHARES DE KLM NAS PERNAS ….ESTA SOCIEDADE ESTÁ PODRE MEIO MUNDO A ENGANAR OUTRO MEIO