As incongruências rodoviárias em Portugal

As incongruências rodoviárias de Portugal

Incongruências rodoviárias é algo que não falta neste Portugal. E tudo se deve ao facto de, quem manda fazer, não saber exactamente o que está a fazer. Num Portugal de doutores e engenheiros, muitos são os que creem que, pelo facto de terem uma licenciatura ou doutoramento, já são detentores de saber.

Acontece que as coisas não devem ser assim, até porque não é pela razão de uma pessoa saber desinfectar uma ferida, que pode ser cirurgião. Pois o mesmo acontece com a gestão do trânsito rodoviário, sua organização e devida sinalização.

Uma gestão correcta e profissional diminuí a incongruência rodoviária

Poderia aqui trazer dezenas de situações de incongruências rodoviárias. No entanto, apraz-me neste artigo salientar o facto de que devemos olhar para a área da nossa responsabilidade, quem a tem ao seu cargo, e actuar em conformidade com aquilo que a legislação da gestão do trânsito ordena.

Sem recorrer a termos técnicos, legislação ou artigos e alíneas, quero em parcas palavras apresentar um exemplo que servirá de mote para que estejamos mais atentos sobre o que andamos a fazer.

Na imagem poderemos verificar que se admite o estacionamento de veículos, pois as linhas brancas que se veem assim o determinam. Mas, a linha amarela contínua pintada no lancil do passeio, segundo o Código da Estrada, não permite a paragem e o estacionamento em toda a sua extensão.

Esta incongruência rodoviária cria nos condutores e nas autoridades uma perfeita confusão e conflito de interesses. É por estas e por outras que a ANSR – Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária se encontra atolada em processos de reclamações de autos de infracção ao código da estrada.