Nunca a caça à multa foi prevenção rodoviária

Nunca a caça à multa foi prevenção

Nunca a caça à multa foi ou será prevenção rodoviária em Portugal ou em outro país do planeta. A caça à multa é e sempre será uma forma de encher os cofres dos Estados que a promovem, visando essencialmente a penalização e não a sensibilização e pedagogia.

Quando uma entidade de fiscalização, seja ela a Polícia de Segurança Pública ou a Guarda Nacional Republicana, avança para o terreno com equipamento destinado ao controlo da velocidade que os condutores aplicam nas suas viaturas, deveriam fazê-lo de forma assertiva e denunciada. Se o fizessem dessa forma, aí sim, estavam a promover a prevenção.

Radar escondido com o fio de fora

Afinal, quem é a cabeça pensadora que dá ordens para que os agentes que andam no terreno façam caça à multa ao invés de prevenção rodoviária? Quem são essas pessoas inteligentes que vêm lamentar as enormidades de vítimas, muitas delas mortais, no final do ano, quando pouco fazem para as evitar?

Custa-me, realmente, verificar que este país, pequeno e frágil, tem nas cadeiras de poder, pessoas mal formadas que impõem aos seus subalternos que hajam de forma descabida e com comportamentos reprováveis, na medida em que, ao andarem descaracterizados, em nada servem a prevenção rodoviária.

Mas nem tudo é mau. Não! Certamente que houve, num determinado posto, alteração de chefias. Sim, por que só essa alteração justifica o excelente passo dado no sentido da escolha das novas viaturas da BT – GNR. Sim, esse foi um passo inteligente, uma vez as viaturas andam caracterizadas e dessa forma ninguém pode acusar a instituição de se camalear na multidão.

Porque nos sentimos intimidados quando avistamos uma brigada da GNR-BT?

Acontece que, ao escolherem a cor cinzenta com as letras naquele tom de verde, à distância, as viaturas não são identificáveis por quem andar mais distraído. Poderia-se dizer que podem ser constatadas pelas luzes azuis sobre o tejadilho, mas até aí a coisa foi bem pensada.

A ponte de luzes é estreita e está colocada de forma a passar despercebida, excepto quando os rotativos azuis estão accionados. Aqui não se pode falar em caça à multa, uma vez que os automóveis e motociclos estão devidamente identificados.

Foto¦ João Vasco