A capacidade social de uma bicicleta

A capacidade social de uma bicicleta

Quando avaliamos o transito, seja em centros urbanos de maior ou menor intensidade populacional e de tráfego, percebemos que o factor automóvel é muitas vezes causa de um conflito rodoviário, de maior ou menor gravidade.

Se no seu surgimento, o automóvel,  teve um papel importante, para quem o dava, de valor social, nos dias de hoje isso apenas acontece em alguns grupos específicos, como verificamos no artigo “Corridas de morte“.

Saber socializar num grupo rodoviário

A bicicleta teve ao longo dos anos uma prestação laboral ou a ela associada. O jornaleiro entregava o jornal de porta em porta, montado na sua bicicleta, o padeiro o pão e o leiteiro o leite do dia. Também nos anos 40 e 50, muitos eram os operários fabris que se deslocavam de bicicleta para o seu trabalho.

Com o avançar dos tempos modernos, andar de bicicleta caiu em desuso, passando esta a ser apenas um meio de deslocação lúdico, essencialmente para crianças e jovens ainda sem idade de obter uma licença de condução de ciclomotor.

No entanto, a última década viu renascer o “vício” da bicicleta, não apenas para uso de deslocação laboral, mas sim de lazer, ainda que a deslocação laboral esteja também na ordem do dia, não de forma profissional, mas sim enquanto mobilidade sustentável.

O uso da bicicleta por parte dos ocupantes da via tem um efeito terapeutico nos mesmos, uma vez que estes se tornam mais sociáveis, respeitadores e tolerantes ao erro alheio. Só se lamenta que ainda haja muitas localidades que não se encontram preparadas para receber os utilizadores frequentes da bicicleta.

Foto¦ Fernando Silva