Cinco exemplos de como solucionar os seus problemas de mobilidade

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O crescimento constante das cidades pôs em causa não só a mobilidade dos seus cidadãos, mas também o correto funcionamento das infraestruturas e serviços públicos. É um problema global, mas nem todas as megacidades necessitam das mesmas soluções. Aspetos como o relevo ou o preço do terreno podem condicionar a mobilidade de uma povoação. Vejamos alguns exemplos de como cidades de todo o mundo tratam de dar solução aos problemas de mobilidade.

Os semáforos para ciclistas em Copenhaga

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Cada vez é mais frequente encontrarmos nas cidades semáforos que se acionam por meio de sensores. Desde aqueles que ficam vermelhos quando circulamos acima da velocidade permitida, até aos que ficam verde caso notem que existe um maior número de veículos a passar, conseguindo um tráfego mais fluido onde está mais congestionado.

Caso semelhante é o de Copenhaga. Na capital dinamarquesa metade da população vai trabalhar de bicicleta pelo que foi preciso melhorar este tipo de mobilidade. Os semáforos não só reconhecem os grupos de ciclistas e ficam verdes para lhes dar prioridade, como também se coordenam entre eles para oferecer a estes utilizadores da via rotas mais seguras, nas quais possam praticamente fazer o seu percurso todo sem parar em nenhum cruzamento.

Parque de preço variável em São Francisco

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A utilização de sensores para monitorizar o trânsito não é só útil para reduzir o congestionamento e torná-lo mais fluido, mas também para conseguir um uso mais eficiente das infraestruturas pagas. Medindo o fluxo de veículos, por exemplo, podem estabelecer-se sistemas de preços variáveis em portagens de pontes e vias, atualizados em tempo real, em função da demanda em cada momento.

Um sistema parecido é o que é utilizado pela Agência de Transporte Municipal de São Francisco. Com a aplicação de busca de estacionamento SFPark, monitoriza quase 20 mil lugares de estacionamento na cidade (entre parques públicos e estacionamentos na cidade) e fixa os preços em tempo real, em função da procura e disponibilidade de estacionamento em cada zona. Um sistema que não aproveita as horas de ponta para cobrar mais, mas sim compensar a enorme desproporção de procura de estacionamento que existe em São Francisco de acordo com a zona da cidade e a hora do dia.

Registar buracos com o telemóvel em Boston

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Nesta cidade norte-americana popularizou-se o Street Bump, outra aplicação para condutores e passageiros que, fazendo uso de sensores próprios de um smartphone, podem detetar a presença de buracos na via quando passa por um deles. E graças ao GPS do telemóvel, identifica a localização desse buraco e reporta-a automaticamente às autoridades municipais. Com isto, a cidade poupa boa parte do custo em tempo e dinheiro que supõe a programação de um plano de manutenção da via que abarque toda a cidade e o cidadão está satisfeito porque vê que os seus pedidos são atendidos com maior celeridade.

A partir desta ideia, Helsínquia e outras cidades finlandesas querem ir ainda mais além, integrando sensores infra-vermelhos no próprio corpo da via. Desta forma, poderiam medir a temperatura da superfície e detetar quando está gelada, coberta de neve ou inundada pelas chuvas. Esta informação seria recolhida pelas autoridades rodoviárias que, por sua vez, reportariam aos cidadãos através de aplicações móveis.

Elevadores horizontais para os arranha-céus de Hong Kong

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Esta megaurbe asiática notou que, enquanto melhoravam a passos de gigante as comunicações internacionais e regionais, a mobilidade dos seus cidadãos ia sendo posta em causa. Um dos principais motivos (à parte do seu grande tamanho), foi o crescimento vertical da cidade, um problema que afeta em geral muitas das grandes cidades do mundo, onde escritórios e casas se localizam cada vez mais nos grandes complexos de arranha-céus.

Por isso Hong Kong está a trabalhar em melhorar a mobilidades «nas alturas», apoiando-se no conceito de cidade pendurada, está a desenvolver sistemas que melhoram as comunicações entre os grandes arranha-céus, desde o uso de drones a sistemas de passadeiras, ou «elevadores horizontais», como o MULTI, da empresa de elevadores Thyssen Krupp.

O «caminho subterrâneo» de Toronto

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O Path de Toronto é uma rede de 28 quilómetros de galerias subterrâneas que conectam os principais pontos do centro da cidade. Assim, interligam edifícios de escritórios com estações de transportes públicos, lojas e restaurantes. O objetivo inicial da construção deste Path era para que os trabalhadores do centro da cidade pudessem evitar sair ao exterior nos meses de frio canadianos.

Toronto não é em absoluto uma cidade pioneira, há outros exemplos de cidades subterrâneas como Nápoles e as suas catacumbas romanas, Edimburgo e as suas galerias do século XVIII, o refúgio antiaéreo de Pequim (agora convertido numa cidade comercial de mais de 30 milhas quadradas).

Como vemos, há soluções muito diferentes para problemas de mobilidade distintos. E, sem dúvida, muitas destas inovações podem servir de exemplo para os desafios com que nos podemos encontrar agora ou no futuro. Uma aplicação para avisar dos buracos na 2.ª Circular? Semáforos inteligentes para ciclistas na baixa de Lisboa? Só o tempo nos pode responder a estas perguntas.

Imagens | Unsplash/Ishan  | Wikimedia/Smaack |  SFPark | Flickr/JoshuaDavisPhotography | ThyssenKrupp | Wikipedia/AlexPakka

Fonte: CirculaSeguro.com