As dificuldades que ocorrem na gestão do trânsito

As dificuldades na gestão do trânsito

Portugal esteve sujeito, há poucos anos atrás, a um aumento da sua rede viária de auto-estradas. Construíram-se muitos centenas de quilómetros, no sentido de facilitar a mobilidade entre localidades de grandes fluxos de trânsito automóvel.

Acontece que, a gestão do trânsito nem sempre é fácil ou facilitada por quem ou a quem deseja efectuar. Se com a construção da rede de auto-estradas se conseguiu, à época, retirar um grande fluxo de trânsito das vias nacionais e do interior de localidades, com o surgimento das SCUT’s a pagar, uma enorme percentagem desse trânsito regressou às estradas nacionais e ao que isso implica.

A complicação que determinadas zonas urbanas criam à boa gestão do tráfego automóvel

Na imagem podemos observar uma via cuja largura, em determinados troços, não oferece espaço suficiente para um veículo pesado e um ligeiro se cruzarem. É uma via cujo fluxo de trânsito automóvel e de peões é elevado, uma vez que na sua extensão, para além de um hospital distrital, existem dois pólos universitários, algum comércio e muita habitação.

Acontece que, devido a estas razões acima mencionadas, o perigo naquela via é elevado. Trata-se da rua que atravessa a localidade de São Martinho do Bispo, no concelho de Coimbra. É um local onde os autocarros são de dimensão considerável, onde transitam veículos de mercadorias de maiores dimensões e, principalmente onde os lugares de estacionamento são limitados.

Coloca-se a questão; o que se pode aqui fazer para melhorar as condições de circulação e segurança? Muitas respostas e soluções poderiam ser dadas, no entanto, na realidade, é muito difícil se intervir nesta via, pois as suas características físicas não permitem grandes intervenções práticas e o fluxo de pessoas e comércio proporciona o aumento do fluxo de viaturas.

Assim, e tendo este local como referência para tantos outros idênticos em Portugal, devem os condutores e peões procurar colocar de lado o seu egocentrismo e evidenciar uma postura que se enquadre com a segurança de todos, nomeadamente, circulando a velocidades mais baixas e tendo assertividade com as dificuldades que se forem verificando.