As limitações dos sistemas de segurança

A cada novo sistema de segurança existe uma série de prerrogativas que devem ser levadas em conta.

 

Todos os dias somos “informados” de novos sistemas de segurança que em breve poderemos ter nos nossos veículos. Porém a cada novo sistema está uma série de prerrogativas que devem ser levadas em conta.

“A maioria dos condutores não entende as limitações dos sistemas de segurança do seu carro.” Saiba mais sobre este assunto aqui.

A afirmação que consta no parágrafo anterior é de responsáveis da empresa americana AAA Foundation for Traffic Safety. Esta empresa é uma das maiores prestadoras de serviços na estrada aos automobilistas americanos. Num estudo constatou que a maioria dos condutores não compreende os limites da tecnologia de segurança avançada instalada em veículos novos.

O estudo mostra que os condutores superestimam as capacidades de recursos como sistemas de monitoramento de pontos cegos, travagem de emergência automática e controlo de velocidade de cruzeiro adaptativo. “Uma proporção substancial dos entrevistados demonstrou o que acreditamos ser uma falta de consciência relativa a algumas das principais limitações das tecnologias, disse Brian Tefft, pesquisador sénior da Fundação AAA.

As limitações dos sistemas de segurança

Esmiuçando os resultados surgem questões sobre se os condutores americanos estão prontos para se adaptar a veículos parcialmente autónomos. Isto é, os que nas fases iniciais da automação exigem que os condutores permaneçam alertas. Sempre prontos para assumir o controlo do volante. Nos casos em que o carro não consiga lidar com as condições encontradas ocorre o inevitável acidente. Já foram vários os casos de acidentes mortais.

Este veículo autónomo está a ser analisado após um acidente mortal

Estes são os sistemas de segurança mais colocados em causa:
Monitoramento de ponto cego: quase 80% dos condutores não entendem as limitações ou acham que o sistema tem maior capacidade de detetar veículos, bicicletas e peões que se aproximam rapidamente. Apoiando-se muito no monitoramento de pontos cegos, cerca de 25% não procuram veículos que se aproximam quando mudam de via de transito.

Aviso de colisão frontal e travagem de emergência automática: muitos automobilistas confundem os dois. Um é somente um sistema de alerta. Enquanto o outro tem a capacidade de imobilizar o veículo antes do impacto, ou no mínimo mitigando os danos. Mais de 40% dos condutores não conhecem essas diferenças.

Controlo de velocidade de cruzeiro adaptativo: Cerca de 29% dos condutores que utilizam este sistema, que acelera e trava sozinho, mas ignoram que exige a atenção do condutor. Às vezes até se sentem à vontade para “se envolver em outras atividades” enquanto o sistema está ativado, de acordo com o estudo.

Os sistemas de segurança são positivos, mas não infalíveis

Apesar dos pesquisadores enfatizarem que os sistemas avançados de assistência ao automobilista são muito úteis. Pois tais tecnologias previnem cerca de 40% das colisões e 30% das mortes causadas por acidentes, de acordo com estimativas das autoridades americanas.

O problema é que a tecnologia “sai pela culatra” quando as pessoas não entendem como os sistemas avançados de segurança funcionam. Acho que há uma suposição geral entre os membros do público de que as tecnologias nos veículos hoje farão as coisas por nós”, disse Jake Nelson, diretor de defesa de segurança de tráfego e pesquisa da AAA. “Essas tecnologias não são destinadas a nos substituir ao volante. Eles estão destinados a nos ajudar”.

Nelson disse que é necessário que a informação sobre como esses sistemas funcionam seja disponibilizada pelas marcas. Quer seja diretamente ou através dos concessionários. Não podendo serem esquecidas as empresas de aluguer de carros. Todos devem instruir os automobilistas, no momento em que recebem o veículo.

E alerta que “não devemos comercializá-los de uma forma que possa, potencialmente, enganar as pessoas”, acrescentou Nelson. Afinal não é por existirem elementos de segurança avançados que devemos pô-los à prova a cada momento. Sobretudo quando não estão preparados para tal, veja mais sobre o “Teste á condução autónoma”.

Fotos | Wikimedia, Wikimedia