EN109 – Que soluções foram efectuadas para diminuir a sinistralidade rodoviária?

EN 109, que soluções foram efectuadas para minimizar a sinistralidade rodoviária?

EN109 é o número de uma via de transito no concelho da Figueira da Foz que foi bastante falado aquando de mais um acidente rodoviário com vitima mortal. Muita tinta escorreu, quase tanta como o sangue que naquela via se tem derramado ao longo dos anos.

Uma vez que nestas coisas há sempre muitos técnicos, uns mais do que outros e outros menos do que mais, logo surgiram as mais diversas opiniões, legitimas, diga-se a bom da verdade, para resolver-se, de uma vez por todas, se tal é possível, a elevada taxa de sinistralidade da EN109, respectivamente na chamada “Descida de Brenha”.

 Soluções, por agora, capazes ou efeito retardatário?

Foi em Fevereiro de 2015 que mais uma vez veio à opinião pública local, na Figueira da Foz, o problema da EN109, nomeadamente o perigo que a via representa para o enorme fluxo de trânsito que se faz no local, a sua configuração e falta de segurança.

Sendo apelidada por muitos de “Estrada da morte da Figueira da Foz”, após muita controvérsia, e acusações de falta de intervenção, avançaram as entidades competentes para soluções cujo orçamento permitia uma intervenção imediata; colocação de sinalização de limite de velocidade, marcas rodoviárias visíveis, linha contínua onde antes era descontinua e… nada mais.

Se observarmos o último ano, nada de muito grave se passou na EN109, no local da “Descida de Brenha”, o que nos pode levar a, erradamente, concluir que aquelas soluções foram as adequadas. Erradamente por que na verdade não o são. É necessário não deixar cair no esquecimento as muitas mortes e feridos graves que na última década ali se deram e avançar para um projecto de requalificação do troço.

Só desta forma poderemos prevenir e evitar mais tarde vir a tentar remediar com a inclusão de algo mais do mesmo. A EN109, no troço da “Descida de Brenha” é um ponto negro não apenas no concelho, mas também no país.