Como funcionam os testes do EuroNCAP?

Um dos aspetos fundamentais de todos os automóveis que circulam pelas estradas é a segurança passiva em caso de acidente, a que atua para minimizar as consequências de um acidente com elementos como os airbags ou as estruturas deformáveis da carroçaria.


A entidade encarregue de testar estes sistemas de segurança na Europa dá pelo nome de EuroNCAP, um organismo independente fundado em 1997 e cujo significado é “Programa Europeu de Avaliação de Automóveis Novos”. A sua função é a de promover e comprovar a segurança passiva dos automóveis vendidos na Europa, através de testes de embate mais restritos que os que são legalmente necessários para a homologação de determinado veículo.
O próprio EuroNCAP está encarregue de publicar as informações, premiando com um determinado número de estrelas, até um máximo de cinco. Ainda que todas as provas sejam muito rigorosas, como explicaremos mais adiante, não conseguem simular toda a variedade de acidente que acontecem nas estradas. Estas provas são realizadas de uma forma controlada e em determinadas situações, por isso os fabricantes de automóveis desenvolvem cada vez mais os seus modelos a pensar nestas provas, acabando por utilizar os seus resultados como meio publicitário.

O que aconteceria se não existisse um organismo como o EuroNCAP?

O EuroNCAP é atualmente a única referência objetiva e independente que se pode utilizar para ter uma valorização o mais fiável possível para comparar segurança entre automóveis na Europa. O sentido da sua existência também é dado pelo comprador, quem à posterior pode considerar os resultados na hora de comprar um carro novo. Inclusivamente, os construtores podem utilizar os testes para melhorar a segurança dos modelos que irão lançar no futuro. A importância do EuroNCAP cresceu tanto, que os construtores preferem realmente saber o que o organismopensa da segurança de cada modelo.

É tão independente como se pensa?

Efetivamente, o EuroNCAP é um organismo totalmente independente, uma vez que todos os dados que utiliza são baseados em análises e provas estandardizadas, que em nenhum caso dependem do interesse que qualquer construtor possa ter em tornar os seus resultados melhores. Este organismo assegura requisitos em segurança mais avançados e que vão mais além que os exigidos pela União Europeia. Para além da segurança, os requisitos citados centralizam-se em outros aspetos como o ruído ou as emissões. É por isso que os vários testes que são levados a cabo são cada vez mais complexos e exigentes com o automóvel, de forma a que para superá-los com sucesso é preciso muito mais do que a estrutura de deformação programada e que os sistemas de segurança ativa e passiva que a lei estabelece.

Que critérios se estabelecem para escolher os carros?

No momento de selecionar um candidato, os critérios que a EuroNCAP estabelece passam por realizar testes aos modelos mais representativos do mercado, geralmente pelo volume de vendas que representam na União Europeia.
É a própria EuroNCAP que se encarrega de pagar todo o protocolo de provas, como também comprar os veículos que são utilizados nas mesmas, assegurando, desta forma, que os carros que são utilizados são exatamente os mesmos que podemos comprar em qualquer concessionário e que o equipamento com o qual estão configurados seja seja semelhante ao grosso do modelo tal como se vende. Os veículos são comprados pela EuroNCAP através dos seus fundos, ainda que atualmente já aceita que os fabricantes lhes “forneçam” os carros para teste, com a particularidade de terem de sair da linha de montagem como se fossem para um cliente.

Quais os testes que são feitos pela EuroNCAP?

– Teste de impacto lateral e frontal
– Teste de impacto lateral contra um barreira móvel
– Teste de impacto lateral contra um poste
– Travagem autónoma de emergência
– Teste de chicote cervical – pancada traseira para perceber os danos na coluna cervical
– Testes de proteção a crianças
– Teste de proteção a peões

Como se qualifica o teste de bem sucedido?

Como já foi referido anteriormente, o EuroNCAP pontua os testes de 0 a 5 estrelas de segurança. Para atingir a pontuação máxima são vários os aspetos que não podem falhar.

Durante o teste, ou durante o embate, as portas não podem abrir-se sozinhas, já que são parte da estrutura do veículo. Os vidros podem partir-se, mas é avaliada a quantidade de vidros que entrea no veículo.
Depois de acontecer o impacto, as portas devem conseguir abrir-se.
Em nenhum caso pode haver derrame de combustível debaixo do veículo.
Num embate traseiro, a mala não pode invadir o habitáculo.
É fundamental avaliar a posição dos “dummies” depois do impacto, pois os seus sensores dão informações importantes sobre o resultado do teste.