Porque serão os carros do futuro ainda mais seguros?

Prevenir os acidente de automóveis e reduir a gravidade das lesões das vítimas é o objetivo prioritário de condutores e instituições. Uma sociedade sã e segura começa nas estradas e, para isso, é imprescindível a investigação de novos e fiáveis sistemas de segurança.


As tecnologias avançadas salvam vidas e a sua evolução e desenvolvimento foi aumentando progressivamente até chegar a incorporar estes sistemas de série nos veículos modernos.
Mas e então o que acontece com os modelos mais antigos? Para onde caminha a segurança do automóvel do futuro?

Quatro letras que definem o cérebro do automóvel

ADAS (Advanced Driver Assistance Systems) são as siglas que estabelecem o conjunto de sistemas de segurança ativa mais modernos do momento. Entre algumas ferramentas que mais se destacam, o ADAS inclui sistemas de deteção de ângulo morto ou o sistema de deteção de fadiga, travagem autónoma de emergência com deteção de peões, alerta de transposição involuntária de faixa de rodagem, alerta de trânsito cruzado ou reconhecimento de sinais de trânsito.

Carro do futuro… seguro

Talvez seja um dos mais recentes sistemas e que maior promoção está a receber a partir de algumas instituições e que previne o condutor quando este excede os limites de velocidade. Chama-se ISA (Assistente de Velocidade Inteligente) e deverá integrar a maioria dos automóveis do futuro.
O ADAS tem olhos que vêem tudo para alertar sobre o que se possa estar passar em redor do veículo. Graças a vários sensores e câmaras, recolhe-se a informação do exterior para poder aconselhar o condutor para que atue com segurança em função dos perigos e obstáculo que possa encontrar no seu caminho. A combinação de toda a informação recolhida graças à fusão dos sensores é produzida neste cérebro do veículo, a partir do qual são emitidos sinais oportunos.

A primeira pedra para uma condução autónoma segura

Até onde nos leva o sistema ADAS? A sua implantação a nível global pode orientar o futuro do carro autónomo, um veículo que, de momento, encerra uma série de dúvidas em relação à sua segurança. Os aspetos éticos e normativos pode ser resolvidos dentro de pouco tempo se se continuar a trabalhar na mesma linha que faz o ADAS.
De momento encontramos dois grupos nos quais podemos dividir este sistema: por um lado, aqueles que pertencem aos elementos com origem no veículo (avisador dos cintos, sensor d pressão dos pneus, ou aviso da utilização das luzes em condução diurnas); por outro lado, encontramos elemento “aftermarket” que correspondem àqueles que podem ser instalados posteriormente, quando não foram montados pelo fabricante. Este último ponto resulta interessante, não só em relação ao veículo do futuro, mas também aos do passado.
Com todos os elementos do sistema ADAS, o nosso veículo pode perceber, ver e reconhecer veículos, peões e outros utilizadores que nos precedem, sinais de trânsito, probabilidade de colisão frontal, movimentos involuntários na faixa de rodagem e medir distâncias de segurança adequadas. Com o radar e a câmara de infravermelhos aumentam as probabilidade de detetar objetos metálicos, como por exemplo bicicletas, dando solução a um problema de segurança que é habitual nos ciclistas que saem para a estrada a cada dia.
Se nos aproximarmos dos dados preditivos, o sistema ADAS reduz em percentagens consideráveis a segurança rodoviária. O aviso de colisão frntal é importante para ativar uma travagem de emergência, reduzindo o risco de impacto para metade.
Por seu lado, o assistente inteligente pode chegar a reduzir a mortalidade em 20% e a gravidade das lesões, isto de acordo com a Fundação MAPFRE e o CESVIMAP, no caso do condutor adaptar a sua velocidade às condições da via. Por fim, esta mesma organização fomenta o desenvolvimento da câmara de marcha-atrás para pode prevenir até 8% dos atropelamentos de pessoas durante esta manobra.

Foto: Circulaseguro.com