Quando a informação é muita e a qualidade da mesma é pouca, o perigo mantêm-se na via.

Quando a informação é muita e a qualidade da mesma é pouca.

Muitas, mais do que aquelas que são esperadas ou espectáveis, são as vezes em que somos confrontados na via pública com um aglomerado de sinalização que apresentam uma quantidade de informação elevada, no entanto, não ajustada ao que pretende alertar.

Esta situação acontece devido ao facto de, na via pública, na faixa de rodagem, tantas e tantas vezes, numa situação de elevado perigo, esse perigo não ser degolado com uma intervenção de reparação do ponto negro da via, mas sim ser mascarado com a colocação de um elevado número de sinalização.

Uma parafernália de sinais na estrada

Quem tem a responsabilidade de efectuar a manutenção das vias e as equipar com informação útil a quem a utiliza, tem de ter em atenção que a colocação dessa informação, através da sinalização afixada, seja com carácter permanente, seja temporário, deverá fazê-lo com urbanidade.

Ou seja, sempre que a via tenha algum problema que condicione a segurança de quem nela transita, a primeira coisa a fazer será sinalizar adequadamente o local e preservar o bem estar de quem transita, e a segunda, mas não menos importante é, assim que possível e tão rápido quanto a necessidade exige, proceder à reparação da anomalia.

O que acontece no local que a fotografia documenta, é que numa pequena ponte, que em simultâneo é passagem estreita, na ligação do concelho de Coimbra ao de Montemor-o-Velho, junto à localidade de Pereira, parte do muro caiu e no local foram colocadas fitas, sinais (muitos), com tanta informação quanto inútil é.

O que deveria já ter sido feito naquele espaço, era uma reparação adequada e que garanta a segurança das centenas de viaturas que por ali transitam diáriamente. Esperemos que os responsáveis procedam a uma intervenção em tempo útil, para que depois não se venha a lamentar algum acidente que possa acontecer.

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