Uma vez mais, a formação dos condutores de INEM

Uma vez mais a formação INEM

Para Portugal é uma honra ter uma instituição como o INEM, nomeadamente no que diz respeito à sua operacionalidade; isto é, a atuação no socorro a quem dele necessita.

Acontece que, na sua prestação de socorro, mais propriamente na sua deslocação ao encontro das situações e emergência, a sua prestação rodoviária está repleta de constantes riscos.

A formação errada e perigosa

Os formadores devem ser defensores que uma boa formação, e não apenas daquela que é ministrada em sala, numa teoria bonita e bem falada, mas sim um composto de teoria e prática.

Acontece que, essa prática, deve consistir em realidade simulada, em parque, e em trânsito real. E relativamente à formação do INEM, parece que tudo isto existe.

No entanto, dentro dessa formação, espera-se que a entidade formadora e os formadores tenham em consideração as regras inerentes à circulação em situação de emergência.

E com isto abordamos a situação da forma como, em contexto real de trânsito, a formação está a ser incorretamente desenvolvida, uma vez que se promove a rapidez na transposição do tráfego e não o respeito pela sinalização ou utilizadores da via.

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A formação em contexto real

É fácil perceber quando está a existir uma formação do INEM em contexto real de trânsito. Basta olhar para o veículo e perceber-se que, ao lado do condutor, vai uma pessoa de camisola branca, de prancheta numa mão e caneta na outra.

Mas se tal não bastasse, conseguir-se-ia perceber, igualmente, que estavam em formação, tendo em conta a condução agressiva e perigosa que desenvolvem durante essa prática, a forma absurda como abordam o trânsito e a velocidade que impõem.

Esta é uma maneira pouco correta de ministrar formação, uma vez que não se desenvolve, adequadamente, a postura altruísta dos formandos, introduzindo-lhe um estado de adrenalina exponencialmente perigoso.

Os perigos que enfrentam ao longo do caminho

Para os formadores, parece, que a questão do trânsito é algo que pouco ou nada importa para a formação; ligam-se as sirenes, aumenta-se a velocidade e, quem quiser, que se afaste.

Acontece que as coisas não funcionam dessa forma e jamais poderão funcionar; existe uma pequena questão que deverá ser apresentada aos formandos – responsabilidade criminal.

Foto: JN e INEM