10% das cadeiras para bebé não são seguras: o que fazer?

sistemas de retenção infantil
Um relatório recente da União Europeia dá conta de números interessantes sobre os Sistemas de Retenção Infantil. Por um lado, são dados que parecem excelentes, mas por outro deixam algumas dúvidas sobre como agir. Ora, diz o documento que 90% das cadeiras de bebé são seguras, contudo, há 10% que são potencialmente perigosas. Terá comprado alguma por engano? Foram substituídas? O Circula Seguro explica-lhe tudo.

Estarão estas cadeiras de bebé disponíveis no mercado? Poderemos incorrer no erro de comprar alguma por engano? Se por acaso comprou alguma nos últimos meses, relaxe, vamos responder-lhe a estas questões.

Em que consistem as provas a cadeiras de bebé?

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Primeiro, é preciso esclarecer que todas as cadeiras analisadas cumprem escrupulosamente a normativa vigente na União Europeia. E, por isso, estão ou estiveram à venda nas lojas europeias. Caso contrário, não teriam obtido os certificados de qualidade exigidos.

No entanto, associações de consumidores ou de condutores fazem outros testes em paralelo que pretendem ir ainda mais além da normativa. Trata-se de ser exigente num assunto, a segurança rodoviária dos mais pequenos, que se entende como especialmente importante.

Em concreto, as provas realizadas para o estudo europeu foram executadas por especialistas independentes e consumidores que trabalharam com unidades adquiridas em lojas. Quer isto dizer que todas pertencem a modelos homologados e que superam os requisitos legais, como referimos antes.

Os testes efetuados consistem na realização de determinadas provas sobre o uso e maneio da cadeira, a ergonomia e a comodidade do bebé, bem como a presença de substâncias tóxicas nos seus materiais. Mas talvez as provas mais importantes sejam as simulações de choque, os «crash tests», que tratam de imitar as pancadas mais prováveis que podem atingir uma criança e as suas possíveis consequências. Assim, são golpes frontais e laterais, tentando englobar todas as possibilidades.

O que se passa com as cadeiras de bebé potencialmente perigosas?

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Com base nos testes realizados, os diferentes modelos são pontuados e classificados em várias categorias, desde Satisfatório até Muito Insatisfatório. Estas pontuações são publicadas e difundidas pelas organizações que as realizam, assinalando aquelas que, na sua opinião, apresentaram alguma falha de segurança e, portanto, não cumprem com o mínimo exigido. Estes resultados também são enviados às instituições públicas, para que as difundam e cheguem assim ao maior público possível.

Quanto aos fabricantes, são avisados dos resultados do relatório, no que diz respeito aos seus modelos, para que eles actuem como acreditem ser oportuno. Há que ter em conta que os fabricantes não são obrigados a agir, já que se tratam de testes independentes e, em qualquer caso, as suas cadeiras estão homologadas e cumprem as normas em vigor. Contudo, nenhuma marca fica de braços cruzados, pois ao fim e ao cabo, está em causa o seu próprio prestígio e todas acabam por tomar medidas corretivas de uma forma ou de outra.

Estas medidas são igualmente difundidas pelas organizações que realizam o relatório, já que o objetivo é conseguir uma colaboração para promover a segurança rodoviária dos mais pequenos.

Deste modo, alguns fabricantes optam simplesmente por oferecer a revisão e reparação das unidades que poderiam estar afetadas. Outras ainda chegam a suspender a comercialização do modelo e substituir sem condições todas as unidades vendidas. De qualquer forma, todas as marcas sublinham que os seus modelos cumprem toda a legislação e passaram nos seus próprios testes de qualidade.

O que fazer, caso tenha sido afetado?

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Tabela de resultados publicada no segundo Informe Relatório Europeu sobre Sistemas de Retenção Infantil

Não entre em pânico. Se a sua cadeira de bebé é de um dos modelos mencionados no relatório ou se está a pensar em comprar uma, mas não se quer enganar, primeiro informe-se da realidade. O mais correto será entrar diretamente em contacto com o fabricante por telefone ou email, tendo em conta o modelo e o número de série da cadeira que comprou.

Por outro lado, se o fabricante decidiu efetivamente solucionar o problema, é possível que tenha criado alguma lista ou ferramenta online para que todos os compradores possam comprovar se o produto que têm é ou não um dos afetados.

Se, realmente, o modelo da cadeira de bebé que tem é uma das que está mencionada no relatório, o que deve é seguir as indicações do fabricante sobre as possibilidades que oferece aos seus clientes afetados: enviá-la para que a revejam, solicitar a reparação se for possível ou diretamente pedir a substituição por outra de um modelo mais adequado.
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