Cinto: o que confirmar para o correto funcionamento?

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O cinto é um dos grandes aliados da nossa segurança rodoviária. É composto por um tecido sólido e fica colocado no peito, na diagonal, e na cintura, de forma a reter os ocupantes do veículo no seu banco em caso de acidente. Apesar de não ser elástico é extensível, permitealguma folga para absorção do choque. Por isso, é importante o seu correto funcionamento, sendo uma das verificações feitas por ocasião da inspeção.

Como já se sabe, o cinto de segurança é de utilização obrigatória quer para o condutor, como para todos os ocupantes do veículo. Significa prevenção, uma vez que impede que, em caso de colisão, os ocupantes sejam atirados contra o para brisas, volante ou janelas, reduzindo quase para metade a probabilidade de morte ou lesão em sinistros a grande velocidade.

Por quê usar o cinto?

Em primeiro lugar, uma das ferramentas mais eficazes para reduzir a gravidade das lesões provocadas por um sinistro rodoviário. Em caso de um choque frontal, a eficácia do cinto pode reduzir até um quarto o risco de ferimentos em zonas mais sensíveis como a cabeça.

Nos choques traseiros, por outro lado, trabalha no sentido de evitar o deslocamento de forma violenta do passageiro de dentro para fora do veículo, além de proteger a coluna vertebral dos movimentos. No caso de capotamento, mantém o ocupante firmemente seguro ao assento, evitando que se mexa e o consequente perigo de morte que existe nestas situações.

Não faz falta dizer, portanto, que antes do momento de entrar no carro o cinto de segurança deve estar homologado e bem seguro às suas fixações. Uma vez no carro, é preciso coloca-lo com o veículo ainda parado e não já em andamento. Também não deve usar molas ou reguladores de pressão, pois são elementos que podem impedir a sua correta eficácia.

Inspeção periódica

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A sua ineficácia pode derivar do desgaste provocado pelo tempo ou de um impacto forte que tenha feito o tecido dar de si e deteriorado a sua função. É por isso que verificá-lo deve ser uma rotina. No entanto, é preciso ter atenção para que os cuidados não danifiquem os componentes, com produtos de limpeza agressivos, por exemplo. Se isso acontecer, há que substituir imediatamente o cinto de segurança.

Detetar falhas no material, roturas ou um movimento inapropriado é prioritário para prevenir o aumento dos riscos em caso de acidente. Por tudo isso, aqui resumimos alguns conselhos a ter em conta:

  • Substituir os cintos caso estejam danificados ou se entraram em contacto com produtos químicos agressivos.
  • Limpar o cinto com um pano húmido, água e sabão neutro.
  • Inspecionar as fixações do cinto. Se as peças metálicas que o unem ao carro estão oxidados, devem ser substituídas.
  • Não utilizar produtos químicos ou agressivos. Reduzem as condições e resistência do material. Convém inspecionar o encaixe do cinto, que deve soltar-se apenas ao carregar no botão vermelho.
  • Cada cinto deve servir para apenas um único ocupante.
  • Verificar o correto funcionamento do bloqueio de segurança do cinto através de um puxão suave, mas rápido.

É bastante improvável que o cinto se danifique, pois a qualidade e durabilidade dos tecidos de nylon e sintéticos utilizados no seu fabrico tornam complicado que seja preciso trocá-los frequentemente. No entanto, caso note que a malha do tecido não está sólida ou tem cortes, o melhor é colocar um novo o mais depressa possível.

Como pode verificar no vídeo explicativo, geralmente existem três pontos de fixação sobre os quais o mecanismo do cinto se sustenta. Devem estar firmes e apertados e serão os primeiros pontos a verificar, pois e tiverem folgas podem soltar-se com qualquer esticão, por mínimo que seja. O ponto de fixação superior é ajustável e desliza a diferentes alturas, devendo permitir que o cinto estique e recolha na sua totalidade.

Por último, o tecido do cinto pode desgastar-se com o tempo e pode começar a desfazer-se nas laterais. Verifique a validade do mesmo, caso seja conveniente substituí-lo por um novo.

Uso e manutenção

Mecanicamente, o cinto não precisa de manutenção profunda nem especializada, mas devemos dar aos sistemas de segurança a importância que requerem, como instrumentos dedicados a salvar-nos a vida que são. Neste caso, fazemos uso dele diariamente e acontece o mesmo: a sua colocação e proteção deve ser a adequada e, claro, deve estar homologados.

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Em qualquer caso, o cinto de segurança pode salvar-lhe a vida. Precisa de mais alguna razão para cuidar dele e usá-lo?

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Fonte: CirculaSeguro.com