Como extinguir pequenos incêndios no carro?

incêndio
Recentemente falámos-lhe sobre os benefícios de ter consigo um extintor no carro. Ainda que seja um instrumento que lhe pode vir a ser bastante útil em caso de emergência, nem toda a gente poderá sentir-se confortável para o fazer.

No artigo acima mencionado, estão referidos os pequenos extintores, com baixa capacidade, que têm um

jacto de apenas alguns segundos. Para fazer uso deles é necessário aproximar-se o mais possível do foco de incêndio, mas também apontar diretamente o jacto para o local certo, sob pena de não conseguir extinguir o fogo.

Neste momento, chegou ao mercado português um produto que pode ser a solução para reduzir os perigos de um foco de incêndio não controlado. Não só pela facilidade de utilização, como também pelo facto de se poder colocar junto de um local onde haja risco elevado de incêndio, atuando automaticamente.

bola extintora

Trata-se de uma bola extintora, que pesa 1,3kg e que se activa através de explosão em 1 a 3 segundos ao estar em contacto com o fogo. Quer isto dizer que, no caso dos automóveis, pode levá-la consigo na bagageira do carro e simplesmente atirá-la para cima do foco de incêndio, como também pode encaixá-la num suporte debaixo do capot, para que ela reaja se contactar com chamas.

Esta bola pode ser usada na extinção de fogos de materiais sólidos e líquidos inflamáveis, em incêndios com gases combustíveis e em equipamentos elétricos até 5000 volts, bastando atirá-la para o local do foco de incêndio. Na explosão emite sempre um sinal sonoro entre 120 e 140 dba (decibéis).

A vantagem está no facto de pode ser usada nas mais variadas situações, não apenas em automóveis. O agente ativo é um pó químico composto por monofosfato de amónio, que apaga fogos numa área de oito a dez metros quadrados e de volume entre 30 a 35 metros cúbicos, sem danificar os materiais e sem prejudicar o meio ambiente.

bola extintora

«Casa roubada, extintor à porta»

A ideia original foi concebida pelo tailandês Phanawatnan Kaimart depois de, em 1997, ter sobrevivido a um grande incêndio num hotel em Pattaya, no qual morreram quase cem pessoas. Perante esta situação, o titular da patente começou a estudar formas mais eficientes e seguras de combate a fogos localizados.

A patente original foi registada na Tailândia, estando já em 21 países (Tailândia, Portugal, França, Roménia, Chile, Peru, México, Argentina, Turquia, China, Brasil, Espanha, Alemanha, Eslovénia, Malásia, Rússia, Grécia, Singapura, Indonésia, Emirados Árabes Unidos e Bahrein). Em Portugal, a bola Elide Fire é representada pela Record Reference, entidade certificada pela Associação Nacional de Proteção Civil (ANPC) sob o número 2259 de 2016 e registada na APSEI sob o número 449 de 2017.

bola extintora

A bola pode ser usada em quase todos os setores de atividade, desde a indústria, transportes, bibliotecas e arquivos, indústria farmacêutica, transportes públicos, escolas, oficinas, postos de abastecimento, centros de dados e servidores, equipamentos militares, estabelecimentos prisionais, armazenamento, hospitais, náutica, centros comerciais, retalho, hotelaria, restauração, entre outros.

Pode ainda ser usada em residências, apartamentos, condomínios, cozinhas, lareiras, aquecedores, garagens, armazéns, depósitos de materiais, por exemplo.

A invenção já recebeu várias distinções, nomeadamente o prémio europeu Eureka, medalha de bronze no prémio Genius, de ouro no prémio WIPO e no prémio KIPA e uma medalha de ouro da Agência Federal de Ciência e Inovação da Rússia e do Conselho Nacional de Pesquisa da Tailândia, entre outros.

Em Portugal, a bola extintora foi distinguida na feira SEGUREX 2017 como produto inovador, tendo sido apresentada na Liga de Bombeiros, à ANPC e outras entidades ligadas à segurança.

Veja o vídeo demonstrativo: