Os sistemas de segurança passiva

As marcas do impacto terminam no início do habitáculo, os sistemas de segurança passiva fizeram o seu trabalho

A maioria das pessoas quer levar o seu carro pessoal desde a porta de casa até à porta do trabalho. São muitas as que ainda demoram um tempo significativo, cobrindo uma grande distância. Desta forma, constatamos que o tempo que passamos diariamente num carro é significativo. Por tudo isto a segurança de um automóvel é cada vez mais valorizada.

Também devido às distrações constantes da condução diária em trajetos repetitivos os fabricantes incorporam mais elementos de segurança. Os sistemas de segurança passiva são os melhores amigos nestes casos. Descubra o que podem fazer por si.

Com os consumidores a comprar cada vez mais de forma consciente, a procura por veículos cuja segurança seja “cinco estrelas” aumenta. Assim as marcas introduzem mais componentes e sistemas de segurança para superar os testes da EuroNCAP.

Os sistemas de segurança passiva

Felizmente, quando as coisas falham por parte do condutor, os fabricantes de veículos tentam “remediar” com alguns dispositivos, os chamados sistemas de segurança, Estes dividem-se em ativos e passivos, neste artigo vamos abordar os passivos. Acima de tudo estes componentes protegem o condutor e os passageiros durante um acidente. Mas quando o inesperado acontece, esses recursos ajudam a sobreviver.

Além dos mais conhecidos, vamos falar de alguns “truques” menos conhecidos e menos comentados. É necessário ter a noção que para nos protegermos é preciso pesquisa aprofundada e investigação avançada. Vamos analisar os seguintes sistemas de segurança passiva:

Airbags
Para-brisas laminados
Zonas de deformação
Habitáculo reforçado
– Barreiras de carga
– Preenchimento em áreas críticas

Detalhes dos sistemas de segurança passiva

Os airbags, são dos elementos de segurança mais conhecidos, estão entre os dispositivos de segurança passiva mais importantes. Assim sendo os principais, os frontais, protegem a cabeça de embater violentamente contra o volante ou tablier.

Mas os restantes airbags amortecem outras pancadas, sejam laterais no tórax ou da coluna de direção contra os joelhos. Basicamente impedem o corpo de bater contra superfícies duras no momento do embate. Lembre-se, nenhum airbag consegue funcionar bem sem o cinto de segurança colocado.

Uma das coisas que podem ferir alguém num acidente é a presença de pedaços de vidro partido. Por um lado o vidro é temperado para que estilhasse. Inegavelmente os pedaços grandes poderiam ferir gravemente os ocupantes. Mas é necessário que os pedaços pequenos se mantenham agrupados.

Para conseguir essa ”união” os para-brisas são laminados. Estes para-brisas são na verdade dois vidros colados com algo parecido a “plástico autocolante”. Primordialmente esse material evita que o vidro seja projetado contra o passageiros e condutor, após se partir.

Crash-test testam a segurança

Quando vê um crash-test provavelmente admira-se com a destruição na secção dianteira do veículo. Porém é esse o propósito da estrutura na frente do habitáculo. Permite que as zonas de deformação programadas funcionem como foram projetadas. Dobrando-se em caso de colisão reduzindo a força do impacto direcionada ao habitáculo. Porém é necessário o equilíbrio perfeito entre a dureza do material para aguentar o suficiente e a macieza indispensável para abrandar as forças do impacto.

A azul, a estrutura de deformação programada e a preto, barras de proteção lateral nas portas

Pela mesma razão, em muitos modelos, o “miolo” do chassis é fabricado com materiais mais resistentes e espessos do que o exterior. Materiais mais fortes ao redor da área dos ocupantes garantem que haja espaço para os passageiros e o motorista se movimentarem no caso da ocorrência duma colisão violenta.

Outros elementos menos conhecidos

O próximo elemento é comummente usado em carrinhas, comerciais ligeiros e SUV’s. Trata-se das barreiras de carga, elementos sempre resistentes. São instaladas na separação entre o espaço de carga e o dos passageiros. A sua função é de evitar que a “tralha da mala” seja projetada sobre os passageiros aquando de um acidente.

Durante um acidente, o que acontece dentro do veículo é tão importante quanto o que acontece no exterior. Por isso o interior de alguns carros, por detrás dos painéis visíveis, é preenchido com espuma de alguma densidade, em especial nas áreas que os ocupantes mais provavelmente atingem durante uma colisão. Assim a pessoa não atinge a chapa exterior, ou os apoios de outras peças que possam estar por detrás dos painéis.

É claro que, apesar de possuir esses componentes de segurança “passivos” no seu veículo, lembre-se sempre de que precisa praticar uma condução segura. Comece pelo básico. Evite ultrapassar o limite de velocidade. Use sempre o cinto de segurança. Só assim podemos torna as estradas num lugar mais seguro. Faça a sua parte para garantir a segurança de todos.

Fotos | W. Robert Howell, Wikimedia