Este Natal evite os excessos na alimentação

18 dez

Da mesma forma que os excessos com as bebidas alcoólicas, ou outras substancias aditivas, são perigosos para todos os que circulam na via pública, os exageros na alimentação também devem ser evitados. Qualquer alimento em excesso pode ser prejudicial.

O ideal é alimentar-se de forma variada, comendo de tudo um pouco, desde que exista a consciência que devem ser respeitadas quantidades e intervalos corretos. Descubra formas para que neste Natal não sofra pelos excessos na alimentação.

Alimentos bons, mas sem excessos

Mesmo os alimentos considerados saudáveis não devem ser ingeridos em excesso. Cada vez mais pessoas ultrapassam os limites recomendados de açúcar, sal, gorduras saturadas e calorias. O ideal é o equilíbrio e a diversidade na alimentação.

Se a sua alimentação é baseada exclusivamente em fruta, por exemplo, e apesar de ser em princípio um alimento aconselhado, o consumo unicamente de fruta levará a desequilíbrios alimentares. Este tipo de alimentos apresentam uma concentração de açúcares elevada o que pode levar a desequilíbrios na sua saúde.

O ideal para ter uma alimentação saudável também não deve passar por separar os alimentos, catalogando-os como saudáveis ou prejudiciais, ou entre autorizados e proibidos. Essa divisão não ajuda, pelo contrário só gera ansiedade no momento da escolha e aumenta o desejo por consumir os alimentos interditos. Devemos é limitar o consumo dos alimentos menos benéficos a determinadas “doses” semanais ou mensais.

A insistência em comportamentos alimentares desregulados aumenta a hipótese de desenvolver doenças crónicas, como hipertensão ou diabetes, pode levar também à deteção de colesterol elevado. Estes são fatores de risco que elevam os riscos de AVC e de doenças cardiovasculares. Daí que seja do interesse de cada um manter hábitos alimentares saudáveis.

Alimentação equilibrada

Apesar de existirem ajustes de tempos a tempos nos alimentos e nas doses recomendadas a roda dos alimentos ainda é a forma mais prática e rápida de conhecer como pode efetuar uma alimentação saudável. Existe uma outra forma que também demonstra esses ideais, a pirâmide alimentar.

Mas analisemos a roda dos alimentos da Direção Geral de Saúde (DGS). Ela foi criada precisamente para mostrar o que devemos consumir de forma a garantir um organismo saudável. As separações em grupos alimentares e as indicações das quantidades necessárias ao longo do dia ajudam-nos a definir limites, porções e frequência.

Naturalmente que os alimentos e quantidades foram elaboradas para adultos saudáveis. Nos casos de indivíduos com alguns tipos de doenças, ou condições consideradas especiais, como, por exemplo, grávidas, idosos, crianças, atletas, celíacos ou intolerantes à lactose, é necessário adequar em tipo de alimentos e quantidade.

Por meio de uma alimentação balanceada é possível suprir todas as necessidades nutricionais do corpo, mesmo os que possuem necessidades especiais. Para saber se ela é apropriada, é recomendado consultar um nutricionista. Este especialista ensinará como adequar a alimentação ao seu caso, definindo as porções ideais para cada grupo de alimentos.

O género é importante na alimentação

Os homens normalmente apresentam necessidades calóricas maiores que as mulheres, mas isso não deve ser uma regra. As carências de vitaminas e minerais também variam entre os sexos, e podem ser maiores ou menores, dependo de cada nutriente.
Em relação às proporções de hidratos de carbono, gorduras e proteínas, elas são as mesmas para homens e mulheres.

Ambos necessitam de 45 a 65% de hidratos de carbono, 20 a 35% de gorduras e 10 a 35% de proteínas. Mais uma vez ressalvo que estes valores se referem a adultos saudáveis. As proporções entre estes componentes permanecem as mesmas para todos indivíduos a partir dos 4 anos de idade.

Em relação à faixa etária, as exigências também variam e podem aumentar ou diminuir com o evoluir da idade. Por exemplo, jovens do sexo feminino, entre 9 e 18 anos, necessitam 1.300 mg de cálcio. Os indivíduos entre 19 e 50 anos precisam de 1.000 mg de cálcio. A partir dos 50 anos a quantidade é de 1.200 mg de cálcio. As necessidades vão variando conforme cada faixa etária. Não existem regras comuns para todos nutrientes.

Controle os excessos na alimentação

Quando fazemos algo que nos agrada o cérebro liberta um neurotransmissor chamado dopamina, é o responsável por sentirmos prazer. O problema é que algumas pessoas podem associar em exagero, por predisposições biológicas ou socioculturais, determinados comportamentos ao prazer. Ficando depois induzidas no erro, no caso da alimentação, que só aquelas comidas e aquelas doses é que lhe confere uma sensação da satisfação.

O mesmo acontece com as bebidas alcoólicas. É a tentativa de repetir o sentimento positivo, de prazer. Assim, o individuo começa a repetir esse mau hábito, reduzindo aos poucos o estímulo cerebral gerado. Desta forma a pessoa começa a exagerar cada vez mais, sempre na busca do prazer original que sentiu. Todo o prazer é transmitido pela dopamina.

Mas o que importa é evitar deixar-se ficar nessa situação. Um exemplo simples, uma grávida que afirma agora “come por dois” e, assim, sente que pode cometer todos os excessos. Primeiramente é necessário perceber que os limites foram ultrapassados e que pretende colocar um travão. Depois aja em conformidade.

O consumismo que cada vez mais afeta a nossa sociedade pode ser explicada em parte pelos mesmos princípios. É a busca da sensação de felicidade que a compra trás, mesmo que depois não utilize o objeto ou se sinta deprimido após a compra. São como os amores de verão a busca de algo efémero mas que exalta prazer.

Época propícia a excessos

Nesta época do ano é o culminar de diversos dos temas abordados acima. São as reuniões familiares em redor de banquetes e bebidas tradicionais. É a chegada do fim de mais um ano e a tentativa desenfreada de alcançar mais um objetivo, o carro novo, a forma física, o telemóvel de última geração. É exatamente “aquilo” que falta para se sentir completo… será?

Os convívios familiares são de saudar, mas repetir 3 vezes só para garantir ao anfitrião que gostou do prato não é a melhor solução para a sua saúde. No caso das bebidas, opte por outras soluções que não alcoólicas. Existem chás e infusões que podem ser agradáveis nesta época. Caso tenha dúvidas, existe ainda uma opção mais simples, água.

Excessos na alimentação são um perigo na estrada

A segurança rodoviária também é afetada pelos excessos na alimentação. Se um condutor não estiver a se sentir bem devido a uma indisposição por excesso de comida, será um perigo para todos os utentes da via pública. Uma indisposição, uma paragem de digestão ou cólicas podem ser a causa de perda de controlo da viatura, ou, em casos extremos, de perda de sentidos. Pelo que é algo a evitar.

Os perigos das bebidas alcoólicas, ou de outras substâncias aditivas, são por demais conhecidos e reconhecidos por todos. Pelo que não é novidade que estes elementos não são compatíveis com a condução responsável. O slogan já “velhinho” de “Se conduzir, não beba” é mais que atual e algo que todos devem respeitar. Ao conduzir sem que esteja em condições para tal, coloca não só a si em risco como todos os que o acompanham no veículo e aos outros utentes da via pública.

Numa época que se deseja de alegria e convívio, não seja um número na estatística dos acidentes rodoviários. Este Natal evite os excesso na alimentação, por si e por todos de quem gosta. Tenha um Natal feliz e repleto de alegrias. Lembre-se que melhor que qualquer presente por baixo do pinheirinho , é a sua presença junto dos seus.

Foto | Gadini, DGS