Mais sujidade, menos segurança

 

A acumulação de sujidade, seja de que tipo for, é prejudicial à segurança. Assim, desde lama nos faróis ou no para-brisas, até detritos na via ou arbustos a taparem sinalização e reduzindo a visibilidade em cruzamentos devem ser evitados. Portanto descubra aqui as formas a sujidade poderá coloca-lo em perigo.

Limpeza do veículo

Entre os diversos elementos que compõem um veículo, existem alguns que tem de ter uma atenção especial com a limpeza. Inegavelmente os vidros estão no primeiro lugar. Sem que estes estejam limpos não será possível visualizar o exterior. Assim, para que a limpeza decorra de forma eficiente, eficaz e sem ruídos irritantes, deve abastecer o depósito do líquido de limpeza.

Da mesma forma verifique regularmente se as escovas estão em condições. Estas têm de ser substituídas se apresentarem estrias e manchas. Bem como se aparecerem linhas de água após cada passagem da escova no para-brisas. Ainda mais se detetar zonas do vidro mal limpas. Caso ouça ruídos aquando da passagem das escovas no para-brisas, também deverá substituí-las.

Analogamente o interior da viatura deverá ser mantido limpo. Neste caso o conforto do condutor e restantes passageiros poderá ser afetado, criando situações de distração durante a condução. Por exemplo, se o tapete se encontrar com terra, ou lama, o condutor terá tendência a mexer os pés mais que o habitual. Podendo posicioná-los em locais menos indicados para um bom manuseio dos pedais. O acumular de detritos poderá também originar maus cheiros, o que pode provocar mal-estar a todos os que se encontrarem a bordo.

Sujidade na via

A limpeza da via é um ponto crucial para que os pneus possam efetuar a sua função de forma correta. Sem aderência dos pneus ao piso não existe “piloto” que se safe num momento de maior aperto. As entidades responsáveis pela via deverão adequar a periodicidade e tipo de limpeza à via em questão. Inegavelmente a limpeza de forma permanente das vias é praticamente impossível de alcançar.

Em determinados momentos os utilizadores da via deverão ter a noção que existirão detritos, folhagens ou outros elementos que podem colocar em causa a segurança rodoviária. Por exemplo, após uma forte pluviosidade inevitavelmente existirão detritos que serão transportados das bermas e zonas sobranceiras para a via. Entretanto cabe ao condutor adequar a sua condução à situação com que se depara.

Outro momento que geralmente deixa a via suja é quando ocorrem sinistros. Até os embates ligeiros provocam a destruição de elementos plásticos e de vidro. Segundo foi apurado cerca de 5% dos acidentes rodoviários são causados por resíduos sólidos, ou líquidos, deixados na via depois de um acidente de viação inicial. O que sucede é que, inúmeras vezes, não ocorre a necessária limpeza após os sinistros. Assim, são abandonadas toneladas de resíduos líquidos e sólidos, todos os anos, nas estradas portuguesas. Com mais sujidade menos segurança.

Em vias concessionadas existem contratos de conservação que deveriam ser uma ferramenta suficiente para garantir a conservação e manutenção da rede rodoviária em causa. Por isso são executadas reparações e beneficiação de pavimentos, bem como melhoria dos sistemas de drenagem, conservação de pontes e viadutos. Além disso geralmente são ainda responsáveis pela reposição da sinalização e equipamentos de proteção e segurança. Da mesma forma efetuam estabilização de taludes e limpeza de bermas e dos terrenos adjacentes à estrada.

Limpeza das bermas

Nos casos em que a vegetação que circunda a via não é limpa e mantida de forma regular esta cobre a sinalização. Invadindo por vezes a própria via. Alguns automobilistas ao serem confrontados com estes elementos, especialmente quando não são frequentadores habituais dessa estrada, por vezes são obrigados a “invadir” a outra faixa de rodagem. Uma situação potenciadora de acidentes.

As atividades de conservação corrente rodoviária consistem em intervenções que promovem a manutenção e conservação de todos os elementos e/ou componentes constituintes das vias e obras de arte existentes. Estão incluídas todas as atividades rotineiras de conservação, tanto de caráter curativo como preventivo, de forma a oferecer aos seus utentes melhores condições de conforto na circulação nos itinerários percorridos, e maiores condições de segurança rodoviária.

Cabe principalmente ao condutor minimizar a probabilidade de se envolver em sinistros, com a adoção de comportamentos que lhe permita viajar com segurança. Ajustar a condução ao veículo que conduz, ao tipo de estrada em que circula, às condições ambientais e à intensidade do tráfego do momento. Naturalmente que deve ainda cumprir o Código da Estrada.

Foto | Pixabay