Como funcionam os airbags para motos

Para quem tem preocupações com a segurança, quando circula com veículos de duas rodas, já tem uma solução muito válida. A criação dos sistemas de airbag’s para motos traz uma confiança reforçada na condução destes veículos.

Existem diversos sistemas de airbags para motos. Além dos airbag’s nas próprias motos, existem outras opções. Uns são versões de capacetes que possuem um airbag incorporado. Outros são casacos com sistemas de airbag que enchem, protegendo, desta forma, o seu utilizador. O Circula Seguro explica-lhe tudo.

Como funcionam os airbags para motos

Os sistemas que estão incorporados nas motos funcionam de forma idêntica ao dos automóveis. Os dispositivos funcionam através de sensores que, ao detetar o impacto insuflam o airbag. Todos detetam uma aceleração ou inclinação fora do comum, ativando o, ou os, airbags. Desta forma, conseguem proteger o seu utilizador.

A vantagem dos sistemas de airbag externos é que podem ser usados com qualquer tipo de veículo de duas rodas. Assim, permite que o condutor facilmente alterne entre veículos, sem necessidade de mudanças no equipamento de segurança.

Até em competição, mais especificamente no MotoGP, o sistema de airbag’s para motos será implementado. O modelo que vai ser utilizado será idêntico ao da imagem acima e será obrigatório a partir de 2018.

Pesquisas e testes extensivos mostraram que o corpo de um motociclista permanece relativamente estável, independentemente do terreno, até o momento em que se envolve num acidente.

Airbags para motos no capacete e no casaco

O sistema de airbags para motos no capacete é ativado através de sensores avançados, que detetam os padrões de movimento do motociclista e reagem em caso de acidente. No caso de ativação, o airbag irá então insuflar, o que permite fixar o pescoço e fornecer a melhor absorção do impacto.

O segundo sistema é completamente alojado dentro do casaco, não necessitando de pré-configurações. Depois de fechá-lo está imediatamente pronto para ser utilizado. Como resultado, nenhum sensor ou equipamento extra precisa de ser instalado na moto.

Este sistema pode ser usado pelo condutor assim como pelo “pendura”, não sendo necessário configurar o emparelhamento entre o condutor e o passageiro e a mota.

O algoritmo de software é formulado para prever o impacto, assegurando que o airbag seja insuflado antes que o condutor acerte num obstáculo, ou noutro veículo. Ao situar os sensores perto do corpo do piloto em vez de na moto, torna-se numa solução mais eficiente.

Estes sistemas de airbag para motos integradas no casaco oferecem proteção que cobrem as costas, os ombros, as áreas dos rins e o tórax.

Este sistema normalmente deteta um impacto entre 30 e 60 milissegundos após este ocorrer e demora 25 milissegundos até insuflar completamente.
O software de análise dos dados dos sensores permite também atuar em situações de perda de controlo do veículo de duas rodas. Deteta também quando está parado, por exemplo, num semáforo e sofre um impacto traseiro.

Talvez a única limitação destes sistemas esteja na duração das baterias que garantem o funcionamento do sistema de sensores, análise e disparo. Os modelos mais avançados garantem 25 horas de uso contínuo. Sendo possível com uma hora de carga garantir quatro horas de tempo de condução protegida.

Outras aplicações para este tipo de proteção

Alguns sistemas de proteção de airbag para motos também podem ser usados em bicicletas. Afinal todos os condutores precisam de proteção.

Uma equipa da Universidade de Stanford está testando capacetes de bicicleta para medir o nível de proteção que estes oferecem. “Capacetes de bicicleta de espuma podem e tem reduzido a probabilidade de fratura do crânio e outras lesões cerebrais mais graves”. Esta afirmação é de David Camarillo, um dos engenheiros envolvidos no estudo.

No laboratório, os testes mostraram que os capacetes com airbags podem reduzir drasticamente a gravidade dos impactos na cabeça. Estes impactos, quer sejam acelerações ou desacelerações, que são as que provocam lesões.

“Descobrimos que os capacetes com airbag, com a pressão inicial correta, podem reduzir as acelerações da cabeça cinco a seis vezes em comparação com um capacete de bicicleta tradicional”, afirmam os investigadores.

Como em todos os sistemas de segurança, uma vez ativado o airbag precisa ser substituído. Todos estes sistemas funcionam como os airbag’s tradicionais, no seu modo de enchimento, saiba mais aqui.

Todo e qualquer capacete após ter sofrido um embate violento também deverá ser substituído. As microfissuras que sofre colocam em causa a integridade do capacete, assim como a segurança de quem o usa. Em última análise os equipamentos de segurança devem ser sempre usados conforme recomendado pelos seus fabricantes.

Foto | Pixabay, GPOne, Kawasaki