Há relação entre um acidente e um carro mais velho?

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Quando a parte mecânica possui muito desgaste, por causa dos muitos quilómetros já percorridos, que terá influência no desfecho que algumas viagens? E o material já gasto, mesmo que não tenha percorrido muitos quilómetros, mas que já tenha alguns anos até que ponto será arriscado circular com ele? Será que a tendência para avariar é maior? Haverá então relação entre um acidente e um carro mais velho?

Os acidentes são situações, mais ou menos violentas, que ocorrem de forma involuntária e que causam danos, humanos ou materiais, e tem como origem uma falha mecânica ou humana por parte do condutor do veículo ou de outro interveniente.

Mas será a idade do veículo que leva ao acidente?

Os acidentes rodoviários podem ser uma colisão entre veículos, entre um veículo e um objeto, seja este um edifício, uma árvore ou um poste. Se acontecer entre um veículo e uma pessoa chama-se de atropelamento, mas os acidentes também podem envolver animais. Existem alguns casos em que não existe outro objeto envolvido no acidente, no caso de capotamento, despiste ou quando o condutor simplesmente perde o controlo do veículo.

Segundo alguns estudos, os acidentes de trânsito matam, por ano, 1,2 milhões e ferem cerca de 50 milhões de pessoas, em todo o mundo.

Em 2013, a cada dez acidentes registados, quatro envolveram carros com mais de 11 anos, indicando existir um aumento de probabilidade de estar envolvido em acidentes quando a idade do veículo aumenta. Analisando alguns dos números avançados num estudo espanhol, de um total de 71 000 sinistros registados, os acidentes foram divididos em 3 grupos, sendo que o grupo que obteve o maior número de registos obteve 28 000 acidentes, neste grupo estavam os carros mais velhos, com mais de 11 anos.

O segundo grupo, que compreendia os automóveis com idade entre 6 e 10 anos, somou um total de 26 500 dos acidentes, enquanto os restantes 17 300 sinistros envolveram carros que não superavam os 5 anos de idade. Os dados indicam que a idade do veículo está diretamente relacionada com a segurança do mesmo, tendo em conta que, provavelmente, aquando da aquisição desses veículos a atenção dos proprietários estava menos virada para a existência de elementos de segurança, quer ativa quer passiva.

Isso quer dizer que todos os veículos velhos são igualmente perigosos?

A questão que se levanta é se este será um problema intrínseco dos veículos mais velhos. Mas os automóveis do segundo grupo não são assim tão velhos, esses carros têm aproximadamente a mesma tecnologia que os atuais, por isso a resposta terá que ser outra, a manutenção, esta é a diferença.

Seja pela falta total de manutenção dos veículos, seja pela instalação de peças sem qualidade, ou de origem duvidosa, sejam novas ou usadas.

Com a entrada em vigor das inspeções periódicas obrigatórias os veículos em circulação passaram a ser sujeitos a testes de forma a garantir que cumpram um mínimo de parâmetros, tanto de segurança rodoviária como ambiental, que passaram a garantir um menor impacto na sociedade e meio ambiente envolvente.

Alguns acidentes rodoviários poderiam ser evitados se determinadas medidas preventivas tivessem sido tidas em atenção, tanto por quem conduz, como por quem circula a pé e por quem desenha as infraestruturas e cria os fluxos de tráfego tanto de pessoas como de veículos. Está a fazer a sua parte?

Foto | Charlie