Peças reconstruídas valem a pena?

Quando temos uma avaria na nossa viatura pensamos de imediato como será possível reduzir a fatura a pagar, também conhecida por “dolorosa”. Começamos a ponderar que entre as contas apresentadas pela oficina, não existirá algum detalhe onde seja possível poupar?

Numa oficina independente, por vezes sugerem a colocação de peças reconstruídas, mas aí surge a dúvida, será que este tipo de componentes vale a pena? Saiba mais.

O que são peças reconstruídas

Para uma boa decisão, apoiada numa análise válida, necessitamos em primeiro lugar de saber o que são peças reconstruídas, serão peças defeituosas? Serão peças sem qualidade? Como é o processo? Qual a garantia?

Cada vez mais se reaproveitam as peças dos automóveis. As peças são reconstruídas por questões ambientais e também económicas. Todas as marcas o fazem, até as mais respeitadas no ramo automóvel, muitas das peças substituídas são peças que passaram pelo processo de reconstrução.

Durante o processo de reconstrução de uma peça, procede-se à desmontagem integral de todos os seus elementos individuais, que são sujeitos a um processo de triagem, verificação e testes.

Mas para serem consideradas para reutilização, as peças usadas têm de garantir que se encontram em condições de serem reutilizadas com eficácia e segurança. Todos os componentes de desgaste são substituídos por novos, garantindo assim uma durabilidade das peças reconstruídas idênticas a novas.

Apesar de não serem peças novas, estas inspiram confiança e do ponto de vista económico, as peças recondicionadas e reconstruídas, são uma opção mais acessível. Contudo é necessário distingui-las das peças novas.

Sempre que se substituem os elementos avariados ou que apresentam desgaste, a peça é alvo de um restauro estético, por forma a apresentar um aspeto de uma peça nova. No entanto, pode acontecer que em alguns tipos de componente, a peça recondicionada não ser tão eficiente como a original. Informe-se com o seu mecânico.

Outras vantagens além das económicas

A economia é a primeira a ser levada em conta, porém a reutilização de peças reconstruídas, tem mais vantagens, pois ao eliminar a necessidade de construir outra peças são poupados recursos.

Assim, as peças reconstruídas são mais ecológicas e menos poluentes, não pelo seu funcionamento, mas por não ser necessário construi-la de raiz.

A poupança anual de energia a nível mundial com a reconstrução equivale à energia gerada por cinco centrais nucleares ou 10 774 000 barris de crude, o que corresponde a uma frota de 233 petroleiros.

Enquanto que a poupança anual de matérias-primas a nível mundial devido à reconstrução dava para encher 155 000 vagões, o que formaria um comboio com 1 770 quilómetros de comprimento, segundo a TRW.

Peças reconstruídas sim, mas de qualidade

A utilização de peças reconstruídas não trás nenhum problema aos veículos, porém por vezes, nas oficinas, são “oferecidas” peças de qualidade inferior, ou contrafeitas, que não cumprem a sua função como previsto pelos fabricantes automóveis.

A utilização de peças não originais, ou que não cumpram os requisitos mínimos do fabricante, pode criar problemas de equilíbrio, criando desgastes prematuros e reduzir a segurança na condução.

Nesses casos, a não conformidade desses componentes, pode provocar o desgaste prematuro das peças circundantes e às quais se ligam diretamente, podendo assim dar origem a avaria de outros dispositivos que não o inicialmente substituído.

Para se conseguirem peças com os mais elevados níveis de segurança e de desempenho, estas devem ser fabricadas de acordo com as especificações do equipamento original (OEM).

Assim, as peças reconstruídas a partir de peças originais com componentes originais serão as mais seguras. Para efeitos de qualidade e garantia, são legalmente idênticas aos de uma peça nova. Saiba a origem da peça reconstruída que será colocada no seu veículo.

Foto | TRWGreg Olotka