A tecnologia é fator de risco na condução

Texting-Driving

A saúde e a concentração ao volante têm de ser compatíveis para se conduzir de forma segura. Com a diversidade e a evolução da informação e das tecnologias parece que nunca estamos em dia em relação a este tema. Será que o stress tecnológico é fator de risco na condução?

Para além disso, a sua complexidade resulta num dilema complicado para provar se realmente nos beneficia ou nos prejudica, não só pelo tempo que lhe dispensamos diariamente, mas também pela dificuldade em aprender constantemente novos programas.

O uso intensivo de tecnologias de informação dão lugar a padrões de comportamento distintos, uma vez que podem equilibrar ou desestabilizar a nossa vida pessoal. Ora esta desestabilização ou stress pode também afetar quem segue aos comandos de um veículo. Portanto não nos podemos deixar levar pela máquina e pelos seus programas. Devemos estar conscientes da realidade e controlar a situação com os nossos próprios mecanismos; conhecimento, domínio, experiência e saber estar.

A tecnologia pode provocar stress

A falta de formação, sobretudo o desconhecimento do que é novo pode aumentar a sinistralidade rodoviária, porque se não sabemos utilizar determinado sistema e ninguém nos explica, quais são as vantagens que esta nos oferece, pouco ou nada podemos fazer para melhorar a segurança.

A introdução que se está a realizar em termos de dispositivos de segurança nos carros mais recentes, como por exemplo, o sistema autónomo de travagem de emergência, o detetor de ângulo morto, o leitor de sinais de trânsito, o detetor de transposição de faixa de rodagem, o eCall, os sensores de estacionamento, os sistemas de visão noturna, são alguns dos elementos sobre os quais já falámos no Circula Seguro ao longo dos últimos meses.

São todos sistemas de segurança ativa ou passiva do veículo que devemos conhecer e com os quais nos devemos familiarizar para que estes conceitos relativos aos avanços tecnológicos, no mundo automóvel, não nos pareçam estranhos. Depois é a possibilidade de ler mensagens de texto, aceder à internet no carro, emparelhar o telefone e poder ver as agendas, as mensagens no ecrã da consola central. Tudo isto pode provocar no condutor um nível de stress difícil de gerir.

A quantidade de dados que podemos visualizar e ter em conta durante a condução pode cansar o condutor ou desviar-lhe a atenção da estrada, já que se ocupa com a leitura de dados, por vezes em ecrãs para os quais tem de desviar o olhar. Toda a informação recebida em pouco espaço de tempo gera momentos de saturação e bloqueio e que nos levaria a um estado emocional de inquietação, no caso de termos de tomar várias decisões ao mesmo tempo.

A tarefa de conduzir exige-nos um nível de concentração adequado às circunstâncias e qualquer segundo que resta à nossa atenção pode supor a perca do tempo de reação ou originar uma manobra evasiva a qualquer imprevisto. O ritmo cardíaco, a respiração e o grau de concentração, depois de sofrer stress ou ansiedade, pode afetar o condutor até ao ponto de o fazer perder o controlo do veículo. Por isso, se durante a condução observamos que o nosso estado de ânimo se tenha alterado, sentimos algum mau estar físico, ou simplesmente sentimos dificuldade em concentrar-nos, por isso o melhor será reduzir a velocidade e procurar um local seguro para parar um pouco o veículo até que nos sintamos melhor.

Os smartphone são outros fator de stress na condução. Quantas pessoas vemos literalmente agarradas aos telefones a tentar responder a mensagens escritas ou a ver aplicações e outros tipos de sites. Aqui a forma de contornar é muito simples, Não utilizar o telefone durante o ato de conduzir.