Versões “topless” garantem a segurança?

Versões “topless” garantem a segurança?
23 julho 2019

Passear em veículos descapotáveis é muito convidativo quando o sol “mostra a sua graça”. Estas versões “topless” são definitivamente divertidas. São opções que atraem quem passa, tal como a opção de andar com um pouco menos de roupa.

Mas se a gravidade pode ser madrasta para as senhoras que optam por se apresentar assim nas praias, a mesma sensação de “falta de suporte” pode ocorrer quando circulamos num veículo descapotável. Ou seja, também ele “topless” em relação a uma versão dita comum. Vejamos então se as versões “topless” garantem a segurança dos automobilistas.

Imagine-se a conduzir junto ao mar, com o vento no cabelo, o sol no rosto e de preferência de férias. Para tal o veículo ideal é um descapotável. Primeiramente temos que ultrapassar as questões da praticabilidade. Em todas as vertentes, desde o fato de serem geralmente versões de 2 lugares, ou quando dispões de bancos na traseira normalmente são de dimensões reduzidas.

Depois existe o problema da menor capacidade da bagageira, elemento essencial quando vamos de férias. Outro fato é o de que, regra geral, são menos confortáveis acusticamente. Tornando as viagens longas um problema. Mas por outro lado temos os argumentos dos proprietários deste tipo de veículos, que se refugiam no argumento de que o que procuram é liberdade e diversão e não a praticabilidade.

Medos e riscos do “topless”

O medo mais frequente de quem circula em descapotáveis é o risco de capotamento. Mas devido à origem dos veículos deste género essa possibilidade é baixa. Pois, a grande maioria deles são derivados de carros desportivos, logo com baixo centro de gravidade. Dito isto, convém relembrar que qualquer carro pode capotar quando se reúnem determinadas nas condições.

Em caso de embate, ou despiste, o carro pode rolar sobre o seu tejadilho, como os ocupantes estão expostos, o risco naturalmente é mais elevado. Mesmo nos casos menos graves é comum ocorrerem escoriações devido aos membros superiores tendencialmente sofrerem abrasões no asfalto.

No entanto, em caso de acidente com capotamento, os veículos atuais possuem uma barra de proteção, localizada atrás dos bancos. Este elemento de segurança pode ser fixo ou dinâmico. Nesta última versão a barra sobe, aquando dum capotamento, para dar proteção extra às pessoas dentro do habitáculo. A existência, que podemos classificar como abundante, de airbags nos carros modernos também ajuda a proteger os ocupantes.

Outro fator que influencia a segurança, tanto dinâmica como passiva, é a rigidez torcional do chassis. E esse fator é altamente influenciado pela existência, ou não, de um teto rígido. Afecta tanto o comportamento do veículo em curva, travagem, aceleração ou durante um embate.

O apelo dos descapotáveis

O charme dos veículos descapotáveis é evidente. Praticamente todas as pessoas gostam deste tipo de veículos. É a imagem mais leve, jovem até, que um veículo deste traz para quem o conduz. O fascínio é maior que num veículo tradicional.

Estes veículos têm como período de utilização preferencial os meses de verão. Mas quem os possui tem por eles um maior apego. Podemos até dizer que sentem por eles algo especial. Muitas vezes são comprados por impulso, num momento de perda de racionalidade e por pura paixão pela beleza.

Versões “topless” garantem a segurança?

Depois de um extenso teste de resistência ao impacto dos descapotáveis, o Instituto de Seguros para Segurança das Autoestradas dos EUA (IIHS) declarou unicamente que: “As taxas de mortalidade não são mais altas em descapotáveis, mas um teto ainda é mais seguro”.

O presidente da IIHS, Adrian Lund, explicou: “Em parte, isso mostra que os fabricantes de automóveis estão aplicando o mesmo conhecimento adquirido de proteção contra colisão em seus projetos descapotáveis”.

Porém o presidente desta instituição acrescentou que convém: “lembrar que quando se renuncia o teto fixo, desiste-se de alguma proteção aquando dum acidente. Um carro fechado mantém os seus braços e a cabeça dentro do veículo. Se estiver num capotamento, um tejadilho é sempre melhor do que nada.”

Outro fator não negligenciável em veículos abertos é o fato de existir uma maior probabilidade de ser projetado num carro aberto. Se está pensando em comprar um carro descapotável, confira os dados de segurança disponíveis do modelo específico em que você está interessado.

Fotos | PxHere, Pixabay