A má sinalização temporária

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Quantas vezes já nos deparámos com obras que estavam mal sinalizadas, entramos numa estrada que afinal não tinha saída porque andavam em obras. Pois bem, pode não parecer mas este é um problema grave, que muitas empresas de obras públicas e até Câmaras Municipais ignoram, talvez por acharem que estão acima da lei. 

Venho apresentar-vos um caso muito real que está neste momento a passar-se na vila de Oliveira de Frades no distrito de Viseu, uma pequena vila com sensivelmente 7000 habitantes, com um concelho de 11.000 habitantes (segundo os sensos de 2011).

Esta vila já tem a decorrer obras de reclassificação da rede de abastecimento de água há quase um ano, e aproveitaram para também requalificar também as estradas e passeios, uma vez que estão a esburacar tudo, ao menos fazem tudo de uma vez. Até aqui tudo bem, as obras precisam de ser feitas e sejam elas quais foram vão sempre influenciar a vida normal dos seus habitantes.

Mas o grande problema é a extensão temporal das obras e claro está a enorme falta de sinalização do decorrer das obras, verificam-se estradas onde estão interrompidas a meio e nada é assinalado apenas se coloca uma barreira de metal sem qualquer sinal de trânsito. Estradas que têm autenticas crateras que chegam a ter mais de 50 cm de diâmetro, máquinas em movimento no meio do trânsito sem que há-ja sinalização, sem interromperem a circulação rodoviária, enfim um autêntico caos sem que ninguém, nem mesmo as autoridades (GNR) façam nada para, no mínimo, reduzir o impacto no trânsito.

Como se vê na primeira foto deste artigo, colocar um papel imprimido num computador que indica que os pesados deverão fazer um desvio, está claramente incorreto, um condutor muito dificilmente se aperceberá desta indicação tão dissimulada.

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Os próprios comerciantes temem que as obras afectem o negócio em época natalícia

Esta época é característica dos tradicionais presentes, do bolo-rei, do famoso bacalhau, peru e muita doçaria à mistura. Para além de ser uma data dedicada à família, este período festivo também é um impulso para a economia local. E é exactamente isto que os comerciantes mais temem, ou seja, que esse grande empurrão não se venha a concretizar devido às obras que estão a decorrer na vila.

Acima de tudo, deverá ser criada uma legislação mais consistente e forte para que as empresas de obras públicas e as Câmaras Municipais seja obrigadas a sinalizar convenientemente os espaços onde estão a decorrer obras.

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Como se vê, no início da rua nada nos diz que esta está completamente interrompida, falta claramente um sinal de proibição de passagem e um sinal de obras a decorrer.

 

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Quando o carros chegam ao final da rua, já é tarde de mais e se for um camião tem de vir de marcha a trás até ao fundo da rua (primeira foto) que é muito complicado, uma vez que tem curvas e locais apertados, já para não falar nos carros estacionados.