Circulação com peões

Circulação com peões

Os peões, ou seja, todos nós, temos a liberdade de circulação que qualquer outro ocupante da via, nomeadamente os condutores, ou seja, grande parte de nós, tem. Acontece que, cada um de nós, na sua actividade de circulação, seja como peões, ciclistas ou condutores de outro qualquer tipo de veículos, deve ter o seu espaço.

Quando vamos para a estrada, circular, desejamos e é desejável para todos, que estejam reunidas todas as condições de segurança rodoviária que minimize a possibilidade de ocorrência de um sinistro rodoviário, ou que simplesmente possibilite que tal não aconteça.

A realidade que muitos não querem ver

A verdade é que muitas são as vias em Portugal onde as vias não se encontram preparadas para a livre e segura circulação de todos os intervenientes. E isso acontece, normalmente, em locais mais rurais ou com uma densidade populacional mais reduzida.

Na situação que se pode verificar na imagem, a estrada em questão faz a ligação de Torre de Vilela para Souselas, é uma via com um fluxo de trânsito bastante elevado, não apenas de veículos ligeiros, mas essencialmente de viaturas pesadas que, ou se dirigem à cimenteira local ou a uma unidade de tratamento de lixos.

Acontece que, como se pode verificar, aquela é uma estrada cuja largura não é muita, que tem muitas curvas, algumas de má visibilidade, saídas de casas directamente para a faixa de rodagem e uma total ausência de bermas. Quem conhece o espaço sabe que ali existe uma população envelhecida e uma circulação de peões considerável.

Circular com peões

 Os perigos a que se expõem os peões

Uma vez que o local é utilizado por um fluxo de peões muito concentrado e cujas as idades já são mais elevadas, o que faz com que a mobilidade seja inferior, os perigos inerentes à sua circulação de forma muito próxima dos veículos, muitos deles de dimensões consideráveis, são bastante elevados.

Se olharmos de modo preventivo, verificamos com enorme facilidade que numa situação em que haja necessidade de fuga, seja por parte dos peões, seja pelos condutores, este troço de via não permite de modo algum que essa evasão se faça com segurança.

Não existem bermas. Para lá da faixa de rodagem ou são casas ou terrenos de cultivo, a cerca de dois metros abaixo do nível da faixa de rodagem, ou valas de escoamento de águas sem grelha de proteção e com profundidade de aproximadamente quarenta centímetros.

A resolução do problema

A solução seria a proibição de naquele troço circularem viaturas pesadas, obrigando-as a circularem pelo itinerário principal 3 (IP3). Mas também aqui iria haver um problema; Para as viaturas que procuram a cimenteira estava o assunto resolvido, mas para as que se dirigem à estação de tratamentos de resíduos sólidos urbanos o problema mantinha-se, devido à sua localização.