Conduzir no Outono

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Com a chegada do Outono, chegam, normalmente, as alterações climatéricas que tanto condicionam a circulação e segurança , principalmente quando se encontram numa conjuntura rodoviária composta por uma globalidade de fatores divergentes dessa mesma segurança.

Com a chegada do Outono chegam as primeiras chuvas, a queda da folha que se acumula sobre a faixa de rodagem, as gorduras depositadas no pavimento que não são eliminadas com as primeiras chuvas e tornam demasiado escorregadias, as areias que são projetadas para a zona de rolagem através das águas que correm de morros ou valas entupidas.

As alergias e a condução

Assim como na Primavera, também o Outono surgem os problemas, para alguns condutores, das alergias que afetam não apenas as vias respiratórias, mas também oculares. Estas alterações físicas provocam um mal estar, debilitando a concentração e capacidade de recolha de informação advinda do meio rodoviário.

Alterações climatéricas

Durante a época seca do Verão, os condutores estão expostos a condições atmosféricas favoráveis de atrito, uma vez que o tempo seco e mais quente faz com que o pavimento tenha uma temperatura capaz de, juntamente com um pneu em boas condições, proporcionar uma boa relação de circulação. No entanto, nem tudo é positivo durante esse tempo seco, uma vez que a limpeza das valetas e das sargetas não é efetuado convenientemente, tendo como resultado o seu entupimento.

Com a chegada das primeiras chuvas, esse entupimento das sargetas e das valas, faz com que a sua função de drenagem de águas não seja eficaz, vindo essa mesma água a depositar-se sobre a faixa de rodagem, criando lençóis de água que com facilidade fará surgirem situações de aquaplanagem.

A natureza escorregadia

O Outono traz com ele a queda da folha nas árvores de folha caduca. Esta situação faz com que  essas folhas se venham a acumular na faixa de rodagem, provocando por vezes uma camada uniforme e extremamente escorregadia que diminui ou elimina o contacto entre os pneus e o asfalto. Tal faz com que o veículo não atue em conformidade, tanto em travagem, como no desenvolvimento de uma curva.

As consequências podem passar por um grande susto, mas também por uma saída de estrada ou embate com um obstáculo eventual na via.  Para que tal seja evitável, deve o condutor procurar verificar o estado dos pneus do seu veículo e em circulação moderar a velocidade, aumentando a distância de segurança.

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 E tudo a água trouxe

A finalizar as bermas das vias publicas existem, em maior parte da rede rodoviária portuguesa, barreiras compostas por terras, cuja proteção é muito débil tendo em conta a necessidade de proteção da faixa de rodagem e berma da projeção de terras e águas advindas desses terrenos.

Uma vez que essa proteção não só não acontece, como também encontramos situações onde são colocados dispersores de água para a via pública, muitas são as zonas onde os condutores estão sujeitos a se depararem com invasões de enormes quantidades de terras e areias que condicionam o atrito e a respetiva segurança do veículo.

Deste modo, devem os condutores estar em alerta para os locais onde essas barreiras estão mais próximas da faixa de rodagem e preventivamente diminuírem a velocidade. É que não apenas se perde o atrito, como pode igualmente haver projeção de pedras contra os outros veículos ou peões, condicionando a segurança e o bem estar dos mesmos.

O Outono no interior das localidades

Já dentro das localidades, principalmente naquelas onde a intervenção das autarquias não é muito visível ao nível da manutenção do pavimento, devido ao excessivo uso, esse mesmo pavimento pode ficar demasiadamente gasto, expondo uma condição de atrito muito baixa que, quando molhado e condicionado pelo deposito de gorduras de combustíveis, se pode tornar extremamente escorregadio.

Aqui o condutor deve estar atento a essas condicionantes, recordando-se sempre da pouca distância que tem para reagir e conseguir imobilizar o seu veículo, no caso de surgirem peões ou animais pela sua frente. Faça boa viagem e circule seguro.