Crónica de uma viagem com Navegador GPS

condução com GPS

Após alguns estudos de viabilidade financeira, vulgo saber se as economias chegavam, fiz uma viagem pela Europa em conjunto com a minha esposa e cunhados. Como o carro possuía navegador GPS o meu cunhado, proprietário da viatura, atualizou-o no concessionário da marca algum tempo antes, tínhamos tudo previsto.

Porém quando são efetuadas atualizações no GPS julgamos que estamos acautelados para todas as novidades, o que nem sempre acontece. Planeamos a viagem… pronto, o meu cunhado planeou, as várias paragens, os hoteís, basicamente tudo.

Pois, tudo previsto… exceto os imprevistos! Falharmos uma saída é expectável, algo que em mais de 5.000 quilómetros eventualmente irá acontecer, porém quando começamos a fazer o percurso e já andamos mais de 2.000 quilómetros e tudo correu bem, até conseguimos encontrar um hotel em Espanha, escondido nas montanhas sobranceiras a Bilbao, em Gorbeia.

Chegada a Milão

Após entrar em Milão estávamos a tentar dirigirmo-nos para a zona de Monza, é quando a “menina” do GPS diz “Vire à direita e novamente à direita”. Eu vi para onde ela indicava para seguir, porém era, literalmente, um estaleiro de obras.
A zona estava completamente arrasada, no GPS marcava umas série de ruas simples de duas faixas e aparentemente zonas verdes entre elas, pelo para-brisas só via um amontoado de carros, três ou quatro faixas num sentido, que afunilava para duas ao longe.

Como os italianos são extremamente cordiais ao volante e tem uma enorme empatia ao conduzir, foi extremamente fácil e pouco stressante cumprirmos os talvez 250 metros em somente 25 minutos, até ao segmento de duas faixas, aí o nosso GPS mostrava-nos sobre um parque ou jardim, lindo!

Como eram cerca das seis e meia da tarde, num dia de semana, portanto hora de ponta, continuamos por mais de um quilómetro a passo de caracol e com motorizadas a passarem constantemente por nós e não eram só Lambretas ou Vespas algumas eram motos bem grandes, uma delas com caixas metálicas laterais a centímetros dos guarda-lamas dos carros parados no trânsito.

O meu cunhado estava contente e a minha cunhada ainda mais, contentes de não estarem ao volante, afinal conduzir numa cidade italiana, em hora de ponta e principalmente em obras não é pera doce para ninguém, realmente é stressante.

Saídas bem assinaladas

Quando chegávamos junto de uma das saídas, onde placas do tamanho de folhas A3 indicavam os destinos, como por milagre conseguimos ler “Monza-Milano” e saímos, esperançados que a nossa ajudante, a menina do GPS, se reencontrasse rapidamente, pois já lhe tínhamos cortado o “pio” à quase uma hora, quando entramos nas obras.

Mas a nossa ajudante continuava a dizer que tínhamos que voltar à zona de obras para conseguir chegar ao hotel que era o nosso destino. O meu cunhado estava a ajustar o GPS, a tentar perceber se havia outra alternativa.

Por mero acaso, julgo que por sorte, ao olhar para o mapa do navegador GPS que mostrava o percurso que deveríamos efetuar, vejo uma curva de forma espiral, exatamente o que eu estava a ver à minha frente na estrada e que descia do local onde estávamos para uns 10 metros mais abaixo, era o caminho para o hotel.

Portanto, quando estiver a usar as ajudas que tem à disposição para uma condução eficiente, que realmente ajudam imenso e normalmente facilitam a condução, não se esqueça de usar a sua cabeça e conseguir interpretar um mapa numa viagem por locais desconhecidos também ajuda.