Estradas secundárias com a segurança condicionada (1)

Vias secundárias com segurança reduzida

Portugal tem uma rede de estradas secundárias elevada, com ligação entre as mais diversas estradas nacionais. São estradas compostas por faixas de rodagem, muitas vezes sem as minimas condições de circulação e segurança.

Poderíamos aqui referências uma dúzia de estradas secundárias por esse país fora, mas não é essa a intenção deste artigo. Pretende-se que, com ele, cada um dos responsáveis pelas estradas do seu Concelho, o identifique com as estradas da zona de acção.

Os riscos inerentes a estradas secundárias.

Principalmente em locais mais rurais, estas vias surgem em maior número. São vias que já apresentam alguma idade de construção e que, muitas vezes, não são sujeitas a uma manutenção adequada que proporcione uma segurança desejada.

Sendo, inicialmente, construídas para servirem a deslocação de máquinas e veículos agrícolas, a verdade é que cada vez mais o fluxo de transito nessas vias é diversificado, servindo até para ligação entre estradas nacionais, proporcionando desta forma ganhar alguns quilómetros entre pontos.

Uma vez que o tráfego é diversificado, deixam de haver apenas tractores agrícolas e outras alfaias, para passar a surgirem automóveis ligeiros, em grande número, automóveis pesados e veículos motorizados de duas rodas.

Assim, é importante equipar estas estradas secundárias de equipamento e espaço capaz de aumentar a segurança aos transeuntes. Como se pode verificar na foto, a estrada é secundária, não possui bermas para os peões circularem e tem pontos de má visibilidade. O pavimento encontra-se deteriorado, com a camada de desgaste ausente e as bermas ocupadas com ervas bastante escorregadias, principalmente em dias de chuva.

Se é verdade que a velocidades nestas estradas, tal como nas outras, deve ser enquadrada à realidade, não é menos verdade que, ainda assim, em caso de haver necessidade de efectuar uma manobra de evasão, essa fica condicionada às condições do pavimento.

Devem, então, os condutores redobrarem a sua atenção ao circularem nestas estradas, pois sendo o espaço de manobra curto, em caso de necessidade de se efectuar uma alteração de trajectória, essa condição poderá estar condicionada.