IC2 – uma estrada que cheira a morte

IC2 - Uma estrada que cheira a morte

Muitas são as estradas em Portugal, mais do que as desejáveis ou mesmo espectáveis, que apresentam troços de de risco elevado para os seus utilizadores, mas que, pomposamente, alguém resolveu utilizar a estática humana para os classificar, chamando-lhes de “pontos negros“.

Esses pontos negros são locais que, pela sua história marcam, indicam serem extremamente perigosos, uma vez que a sinistralidade rodoviária em que estão envolvidos e suas nefastas consequências, demonstram isso mesmo… são perigosos.

Resolução de “pontos negros” nas estradas portuguesas

Não sendo recente a sua história, está a ganhar uma relevância exponencial a propaganda de alerta em redor do IC2 e dos problemas que esta estrada, mal concebida, proporciona a tantos condutores.

O IC2 é uma estrada que liga Lisboa ao Porto, passando por Leiria, Coimbra entre outras cidades. Em parte do troço assemelha-se a uma auto-estrada, no entanto em maior parte dele essa não é a realidade. São vias onde a única separação é uma linha, muitas vezes gasta e que não permite uma boa vislumbra da mesma com a incidência da luz solar.

O que acontece no troço que passa por Leiria, acontece também em tantos outros locais. No entanto, este, infelizmente, está mais propagandeado devido ao elevado número de ocorrências mortais que se registam num troço de cerca de 15 Km. Em apenas seis anos, esse troço registou 32 vitimas mortais.

Se em seis anos houve tantas vitimas mortais naquele troço, então já houve tempo mais do que suficiente para projectar uma solução. Lembro que também o IP3 entre Coimbra e Viseu registava um número elevado de sinistralidade com vitimas mortais, mas desde que foi colocado o separador central, esses valores diminuíram consideravelmente.

No IC2 os utilizadores do curto troço solicitam apenas uma solução fácil e rápida de executar, a colocação de um separador central entre os sentidos de transito, de modo a que acabem os choques frontais entre veículos que circulam em sentidos opostos.

Foto¦ IC2 Leiria