Pavimento molhado provoca aumento do perigo de acidente rodoviário

Pavimento molhado aumenta risco de acidente rodoviário

Após alguns dias de sol radiante, eis que a chuva volta a visitar o território português. E com essa chuva, o perigo do pavimento molhado, mal lavado e extremamente escorregadio, que leva a que os pneus, por vezes, percam a aderência que julgávamos ter e nos faz o veículo fugir da trajectória.

Os pneus dos veículos, sejam eles automóveis, motociclos, ciclomotores ou velocípedes têm, ao longo da sua vida de utilização, um desgaste derivado do atrito. Segundo a Michelin, com o pavimento molhado o desgaste do pneu é maior, uma vez que percorre mais espaço até dissipar a energia cinética.

O perigo que não está escondido

Quando adquirimos pneus novos para o nosso veículo, fazemos-lo na certeza da sua capacidade de drenagem da água que vão encontrando, mas também da sua capacidade de atrito e dissipação de energia para o pavimento.

No entanto, com a circulação que vai sendo efectuada, essa capacidade de drenagem vai diminuindo, uma vez que os sulcos existentes na base do pneus vão sendo cada vez menores. Lembro que a altura minima de relevo para ligeiros é de 1,6 mm e para pesados e motociclos de 1 mm.

Se em determinada ocasião essa drenagem é elevada devido ao facto do relevo ser fundo, um ou dois anos após o uso, esse relevo é bem mais baixo, não permitindo que tanta água seja escoada. Acontece que à maioria dos condutores apenas lhes interessa saber se o relevo dos pneus está dentro do regulamentado, ignorando a menos capacidade do mesmo.

Deste modo, e uma vez que o perigo não está escondido, devem os condutores estar em alerta para o facto de um pneu já com algum uso, ainda que esteja de acordo com a legislação em vigor, tem uma menor capacidade de drenagem de água e até mesmo atrito, quando comparado com um pneu novo ou com pouco uso.