A via, a chuva e as condições rodoviárias

A vi, a chuva e as condições rodoviárias

Cada vez mais, em Portugal, os condutores estão expostos a condições rodoviárias de risco . Tal acontece, uma vez que a manutenção das vias é menor e a implementação de soluções para diminuir a sinistralidade está em fase descendente.

Quando se projecta uma via, seja ela urbana ou não urbana, deverá ter-se em atenção a trajectória de uma determinada via, que tipo de separador colocar entre os dois sentidos de trânsito, que sinalização adoptar e, não menos importante, que estratégia utilizar na boa drenagem de águas, em caso de chuva.

Porque existem acidentes rodoviários

Os acidentes rodoviários existem, essencialmente, devido a comportamentos de risco dos condutores. No entanto, essa não é a única razão. Muitos deles dão-se por deficiência das vias, na sua construção ou manutenção, não proporcionando condições rodoviárias aos condutores que lhes permitam agir e reagir de forma enquadrada com a sua segurança e a dos restantes utentes.

Um desses caso está bem patente na vila de Buarcos – Figueira da Foz, na via Circular Urbana, já na sua fase final, no sentido Figueira da Foz – Buarcos. Precedida de uma descida em curva á esquerda, os condutores ficam sujeitos a uma curva bastante apertada à direita.

O real perigo dessa curva, para além da trajectória diferencia da curva da descida, a meio ainda acumula bastante água, devido à inclinação da descida, uma deficiente estructura de drenagem de água e uma forte acumulação de terra.

Se para quem conhece o local já é complicado desenvolver em segurança aquele espaço, se associarmos um asfalto degastado e sem manutenção adequada, para quem não conhece o perigo torna-se ainda mais elevado, uma vez que estão sujeitos os condutores ao factor surpresa.

Foto¦ Figueira na Hora