A história por detrás da famosa caixa PDK de dupla embraiagem da Porsche

Ricardo Carvalho

15 February, 2021

Utilizada pela primeira vez em 1983 no mítico Porsche 956 de competição, a caixa PDK de dupla embraiagem da marca de Zuffenhausen transformou-se numa das soluções técnicas mais fmaosas dos seus desportivos. De seguida, faremos um breve descritivo da história deste componente.

Já lá vão mais de 50 anos que os engenheiros da Porsche começaram a realizar os primeiros testes de um protótipo de uma caixa de velocidades que fosse capaz de oferecer as vantagens de uma caixa manual e evitar os inconvenientes de uma automática. Em 1964 desenvolveram uma caixa de cinco velocidades de dupla embraiagem à qual se seguiu em 1968 uma transmissão automática de quatro relações com controlo eletrohidráulico.

Os primeiros protótipos

Os primeiros dados que existem sobre a caixa PDK datam de 1979, data em que a Porsche desenhou novamente uma caixa de dupla embraiagem para o concept Porsche 995, modelo que deveria servir de base para um futuro desportivo de quatro lugares.
A caixa PDK, cuja sigla significam Porsche Doppelkupplungsgetriebe em alemão, foi desenvolvida em 1981, foi testada pela primeira vez em 1983 no Porsche 956 e começou a ser utilizada em competição a partir de 1984 naquele que, provavelemente, foi um dos carros de corridas mais lendário de todos os tempos.

Esta evolução tecnológica teve um papel chave nesse sucesso, uma que ao trocar de caixa sem interrupções na tração, o veículo obtia melhores prestações e consumia menos combustível. No entanto, a caixa PDK adiantou-se no seu tempo para uma utilização em série: a eletrónica e a potência de cálculo das unidades de controlo ainda não eram capazes de cumprir com os requisitos de conforto necessários para ser instalada num carro de série.
Em 2004, foi apresenta a oitava geração do Porsche 911. Foi este modelo o encarregado de estrear a primeira caixa de dupla embraiagem homologada para um veículo de estrada. Na época, a caixa PDK combinou o dinamismo na condução garantindo transições rápidas entre relações e uma excelente eficiência mecânica que, para além disso, ainda consegui reduzir o consumo de combustível.

Vantagens significativas

Este tipo de transmissão oferece uma vantagem significativa, especialmente em combinação com motores Turbo. A diferença para uma caixa manual é o facto dos condutores puderem continuar a acelerar mesmo durante as trocas de caixa, de tal forma que a pressão da carga do turbo mantém-se, interrompendo-se apenas a tração.

Os grupos de relações são distribuídos por dois eixos, ligados ao motor em paralelo através de duas embraiagens “powershift”. No primeiro conjunto de embraiagem-eixo encontramos as relações ímpares; no outro, as pares. A marcha-atrás é engrenada no primeiro eixo, onde estão as relações ímpares. Cada relação individual era selecionada mediante carretos, como numa caixa manual mecânica, mas na PDK acionam-se de forma electrohidráulica.
Todas estas vantagens surgiram já lá vão 35 anos e mantêm-se na atual gama Porsche. Desde setembro de 2020, os modelos 718 GTS 4.0, 718 Spyder e 718 Cayman GT4, também incluem versões com caixa PDK. Comparativamente às versões equivalente com caixa manual, são capazes de acelerar dos 0 aos 100 km/h em menos meio segundo do que com a manual. Grande parte dos Porsche 718 e 911 comercializados atualmente estão equipados com a caixa PDK. Este valor chega aos 100% nos casos de Panamera e Macan, que não tem opção de caixa manual nas suas gamas.

Fonte: Porsche

 

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