Crónica de uma viagem com Navegador GPS

Duarte Paulo

26 July, 2013

Após alguns estudos de viabilidade financeira, vulgo saber se as economias chegavam, fiz uma viagem pela Europa em conjunto com a minha esposa e cunhados. Como o carro possuía navegador GPS o meu cunhado, proprietário da viatura, atualizou-o no concessionário da marca algum tempo antes, tínhamos tudo previsto.

Porém quando são efetuadas atualizações no GPS julgamos que estamos acautelados para todas as novidades, o que nem sempre acontece. Planeamos a viagem… pronto, o meu cunhado planeou, as várias paragens, os hoteís, basicamente tudo.

Pois, tudo previsto… exceto os imprevistos! Falharmos uma saída é expectável, algo que em mais de 5.000 quilómetros eventualmente irá acontecer, porém quando começamos a fazer o percurso e já andamos mais de 2.000 quilómetros e tudo correu bem, até conseguimos encontrar um hotel em Espanha, escondido nas montanhas sobranceiras a Bilbao, em Gorbeia.

Chegada a Milão

Após entrar em Milão estávamos a tentar dirigirmo-nos para a zona de Monza, é quando a “menina” do GPS diz “Vire à direita e novamente à direita”. Eu vi para onde ela indicava para seguir, porém era, literalmente, um estaleiro de obras.
A zona estava completamente arrasada, no GPS marcava umas série de ruas simples de duas faixas e aparentemente zonas verdes entre elas, pelo para-brisas só via um amontoado de carros, três ou quatro faixas num sentido, que afunilava para duas ao longe.

Como os italianos são extremamente cordiais ao volante e tem uma enorme empatia ao conduzir, foi extremamente fácil e pouco stressante cumprirmos os talvez 250 metros em somente 25 minutos, até ao segmento de duas faixas, aí o nosso GPS mostrava-nos sobre um parque ou jardim, lindo!

Como eram cerca das seis e meia da tarde, num dia de semana, portanto hora de ponta, continuamos por mais de um quilómetro a passo de caracol e com motorizadas a passarem constantemente por nós e não eram só Lambretas ou Vespas algumas eram motos bem grandes, uma delas com caixas metálicas laterais a centímetros dos guarda-lamas dos carros parados no trânsito.

O meu cunhado estava contente e a minha cunhada ainda mais, contentes de não estarem ao volante, afinal conduzir numa cidade italiana, em hora de ponta e principalmente em obras não é pera doce para ninguém, realmente é stressante.

Saídas bem assinaladas

Quando chegávamos junto de uma das saídas, onde placas do tamanho de folhas A3 indicavam os destinos, como por milagre conseguimos ler “Monza-Milano” e saímos, esperançados que a nossa ajudante, a menina do GPS, se reencontrasse rapidamente, pois já lhe tínhamos cortado o “pio” à quase uma hora, quando entramos nas obras.

Mas a nossa ajudante continuava a dizer que tínhamos que voltar à zona de obras para conseguir chegar ao hotel que era o nosso destino. O meu cunhado estava a ajustar o GPS, a tentar perceber se havia outra alternativa.

Por mero acaso, julgo que por sorte, ao olhar para o mapa do navegador GPS que mostrava o percurso que deveríamos efetuar, vejo uma curva de forma espiral, exatamente o que eu estava a ver à minha frente na estrada e que descia do local onde estávamos para uns 10 metros mais abaixo, era o caminho para o hotel.

Portanto, quando estiver a usar as ajudas que tem à disposição para uma condução eficiente, que realmente ajudam imenso e normalmente facilitam a condução, não se esqueça de usar a sua cabeça e conseguir interpretar um mapa numa viagem por locais desconhecidos também ajuda.

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