Ano novo, mentalidade nova?

Nas passadeiras dê mais tempo a quem mais precisa.

As 12 passas já lá vão. Os “efeitos” da taça de champanhe já são uma recordação distante. E a sua motivação e vontade de cumprir as promessas, como estão?

Ainda na semana passada parecia tão evidente que todas as vontades de mudança eram para cumprir, que eram “a sério”. As suas decisões quase de certeza que foram maioritariamente relacionadas com melhoramentos pessoais. Será o início dum “ano novo, mentalidade nova”?

A vontade expressa de melhorar em todos os campos talvez fosse demasiado ambiciosa e com somente 7 dias passados deste novo ano algumas das decisões já foram deixadas para trás. Reavalie quais as que tem maior impacto na sua vida. E não desista.

A vontade de melhorar a nível de saúde traz benefícios no futuro, com mais qualidade de vida e longevidade. A adoção de hábitos mais saudáveis trará benefícios para si e para a sua família. Pois você será mais saudável e terá mais vitalidade. Será autónomo por mais tempo e sem necessidade de apoios de terceiros.

A resistência à mudança

É provável que a nossa resistência à mudança seja o maior entrave à boa execução dos nossos planos. Mas não precisamos de mudar tudo de uma vez. Estabelecer um plano exequível é o primeiro passo para que consiga levá-lo a bom porto. Ao nível da segurança rodoviária também deverão estar claros os objetivos.

Há comportamentos que serão mais fáceis de mudar do que outros, mas comece com os mais simples:
– Utilizar o pisca sempre que efetuar uma mudança de direção ou de faixa;
– Ligar os médios sempre que entrar num túnel, e sempre que seja noite. Não usar erradamente as luzes de circulação diurna para estas funções;
Estacionar somente nos lugares previstos para o efeito;
– Respeitar as prioridades nos cruzamentos;
– Ser mais paciente no transito.

As escolhas de cada um, naturalmente são opções próprias, sem vontade de mudar… nada muda!

Se adotar estas medidas de forma mais ativa na sua condução sentirá que os outros irão interagir melhor consigo. Assim eles conseguirão vê-lo melhor, saber o que pretende fazer e podem adaptar-se a essas intenções. Sem mais confusões ou entropias.

Ano novo, mentalidade nova

A passagem de ano, geralmente é precedida por alguns momentos de reflexão sobre o ano que finda e o novo ano que se inicia. Mas para que altere a forma de agir é necessário que assuma essa mudança e faça efetivamente intenções de mudar.

“Ano Novo, Vida Nova” é a frase do ditado popular, mas será que realmente temos a bravura de modificar alguma coisa na nossa vida? Ou vamos levando o nosso dia-a-dia como sempre? O início dum novo ciclo, neste caso com um novo ano, pode criar a motivação para arrancar essas mudanças nas rotinas.

Provavelmente após muitas reflexões, a decisão foi tomada. “Vou mudar!” Mais que o tomar da decisão é necessário preparar-se para que o consiga fazer. Se o tema for uma melhor alimentação e tentar viver de saladas, sem mais preparação e aconselhamento, deverá ser extremamente difícil. Assim acontece se deseja começar a praticar alguma atividade física, o seu início deverá ser de forma moderada.

Até o que potencialmente faz bem se for forçado não é bem aceite pelo corpo. Encare um estilo de vida mais saudável como um objetivo para médio ou longo prazo. Assim conseguirá dispor de vitalidade, mais energia e com bem-estar. Atingindo uma maior felicidade e qualidade de vida associada.

Assim poderemos olhar para trás e ver que superámos o ponto inicial, já alcançamos mais que o ponto onde estávamos no ano anterior. Sejam quais forem os objetivos que estabelecemos, o importante é alcançá-los e perceber como nos fizeram crescer. É saber que tomámos uma decisão e depois fizemos acontecer.

Mentalidade nova na estrada

Mas todos os temas são sempre complicados se não estivermos empenhados a 100%. Na condução o problema é o mesmo, se não respeitamos os peões quando conduzimos, será expectável que os outros condutores nos respeitem quando somos nós os peões? O problema talvez seja de mentalidade e não “um problema dos outros todos”.

Claro que, por vezes, em momentos de maior stress nós acabamos nos boicotando. Como fomos nós próprios a criar a desculpa aceitámos com facilidade. O mais comum é o “É só desta vez!”. Temos que deixar de usar essa desculpa e assumir a nossa conduta. Se, por exemplo, não paramos nas passadeiras, ou ficamos a “pressionar” um idoso que está a demorar um pouco mais que o normal a atravessar, será que estamos a melhorar?

Adote progressivamente uma condução defensiva. Ao fazê-lo verá que a sua calma aumentará, que deixará de ficar incomodado, ou até irritadiço, quando algo demora um pouco mais que o que previa. Igualmente quando está apeado, ao aproximar-se duma passadeira, garanta que os condutores estão a vê-lo e que entendem a sua intenção de atravessar a rua. Só assim poderá passar a passadeira de forma segura e sem sobressaltos. A adoção de novos hábitos na estrada depende da “mentalidade nova”de cada um de nós.

Fotos | Matthias RippTero Vesalainen