Regresso às aulas: como leva as crianças?

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Em setembro termina o verão e começam as aulas. Fecha-se o capítulo das férias e volta-se à rotina de madrugar e sair ainda de noite de casa. Serve também de cenário para o institucionalizado regresso às aulas, um evento importante do ponto de vista da segurança rodoviária.

Não só porque implica voltar à dinâmica de diferentes deslocações em redor dos centros escolares, mas também porque inclui um dos grupos mais vulneráveis da população. O regresso às aulas é, sem dúvida, uma oportunidade na perspetiva da segurança rodoviária. É o momento ideal para educar e consciencializar os mais pequenos como utilizadores e protagonistas da via.

Esquecer os vícios do verão

No verão talvez tenhamos caído no erro de relaxar no plano da condução, adotando algumas condutas que podem resultar em riscos desnecessários. De facto, o verão costuma trazer consigo um aumento da sinistralidade. Certas infrações aumentam aproximadamente 20%. Isto nota-se de forma significativa nas infrações que têm a ver com a velocidade.

No entanto, também há outros vícios que nunca deverão aparecer e que, acontecendo, é preciso esquecer o quanto antes. Falamos de comportamentos tão graves como prescindir do cinto de segurança, conduzir em chinelos ou com calçado pouco adequado (ou até descalços), pôr o cotovelo ou o braço pela janela ou comer e beber ao volante.

Como vão as crianças para a escola?

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Antes de continuar, há que analisar qual é o meio de transporte mais idóneo para que os pequenos sigam até à escola. Isto, logicamente, depende de diferentes variáveis segundo as opções de cada família, como a distância para o centro educativo ou a rede de transportes públicos.

Se a escolha é o autocarro escolar, podemos considerar que é uma boa oportunidade para educar em segurança rodoviária. A utilização deste meio de transporte está muito relacionada com a construção do conceito de proteção a bordo. Deste modo, pode-se recomendar que sejam pontuais, que não corram para apanhar o autocarro, que se mantenham afastados do veículo, que não se empurrem no acesso nem à saída e que se mantenham sentados com o sistema de retenção apertado ou que sigam as instruções do monitor e do condutor.

Se houver condições, podem ainda ser utilizados meios de transporte mais alternativos, como a bicicleta. Há uma série de recomendações para transportar as crianças de forma segura em bicicleta. Se forem eles mesmos os que a utilizem, convém cuidar a consciencialização sobre o seu papel na via, a sua vulnerabilidade, a necessária convivência e que regras há a cumprir, como a do uso do capacete.

Uma linha semelhante deveria seguir-se com os veículos de mobilidade pessoal (como os patins e trotinetas elétricas), que estão na moda, sobretudo entre os jovens.

É preciso extremar a precaução perante o aumento de vítimas. Caminhar, se for possível, é uma boa opção, não só para dar exemplo de uma rotina mais saudável, mas também para educar para a segurança rodoviária como peões.

Regresso às aulas: levar as crianças de carro

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É importante evitar o stress que supõe um tempo limitado de atuação, imprevistos lógicos em relação aos pequenos e expetativas de um trânsito fluido. Isto supõe, em muitas ocasiões, fazer uma pequena planificação prévia e sair antes de casa para contar com alguma margem.

Nesse sentido, deve-se fugir de todo o tipo de condução agressiva. Relacionada de forma direta com esta última, temos de estar conscientes de que não podemos cair em certos comportamentos infratores, que se tornam perigosos à volta das zonas de escolas:

  • Bloquear acessos.
  • Abusar da buzina
  • Estacionar de forma indevida, bloqueando passeios, passagens de emergência ou causando ou agravando uma possível retenção.
  • Excessos de velocidade (algo muito grave, tendo em conta o ambiente escolar no qual nos movimentamos).
  • Realizar manobras arriscadas, como ultrapassagens proibidas
  • Não respeitar a sinalização (como as passadeiras).

Mais grave ainda são os casos daqueles que não utilizam de forma correta os sistemas de retenção infantil, ou que deixam uma criança sozinha no carro enquanto acompanham a outra à escola.

Regresso às aulas: uma oportunidade para educar

Como vemos, não se pode esquecer a proteção dos mais novos enquanto utilizadores da via. Um regresso às aulas seguro começa por deslocações responsáveis que sirvam, ao mesmo tempo, para educar.

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