Estatísticas da falta de segurança rodoviária

Os motociclistas e os peões são dos mais propensos a sofrerem graves lesões aquando de acidentes rodoviários.

As estatísticas sobre a segurança rodoviária em Portugal, ou sobre a falta de segurança, apresentaram ligeiras melhoras nos últimos relatórios oficiais. Será que a indicação que morreram um pouco menos de pessoas que no ano anterior basta para que quem anda na estrada tenha um pouco mais de atenção ao que nela vê?

As estatísticas da falta de segurança rodoviária continuam alarmantes. Conheça os números. Saiba qual o país onde ocorrem mais acidentes e mais fatalidades. Saiba qual o custo dos acidentes e outras curiosidades.

Falta de segurança rodoviária

A nível global, a Organização Mundial da Saúde apurou que os acidentes rodoviários matam aproximadamente 1,24 milhão de pessoas anualmente. Mais, os acidentes rodoviários são a principal causa de morte entre 15 e 29 anos. A população jovem, entre adolescentes e jovens adultos, são os mais propensos a envolverem-s em acidentes mortais. Em especial do sexo masculino.

O país onde mais se morre percentualmente é na Líbia. Este país africano é líder mundial em termos de mortes por acidentes rodoviários. Os dados indicam que morrem 73,4 pessoas por cada 100.000 pessoas, anualmente. Assim temos a Líbia na liderança com mais do dobro de mortes do que o segundo país, a Tailândia, que tem 36,2. O Malawi ocupa o pouco desejado terceiro lugar neste pódio, com 35 mortes anualmente.

Na União Europeia (UE) temos o Reino Unido com o menor número de mortes por acidente de viação por ano, por 100.000 habitantes. Neste país, ainda pertencente à EU, foram registadas apenas 2,8 mortes. Este é um dos países mais seguros para conduzir no mundo. O segundo país menos perigoso da UE é a Dinamarca, com “apenas” 3 mortes por 100.000 pessoas anualmente.

O qua carateriza os países onde se morre mais?

Aproximadamente metade das pessoas mortas em acidentes de trânsito são peões, ciclistas ou motociclistas a nível mundial. As mortes por motociclo são particularmente elevadas no Sudeste Asiático e nos países do Pacífico. Nessas regiões aproximadamente 33% de todas as mortes por acidentes de trânsito são motociclistas dessas regiões.

Surpreendentemente, em média, os países com rendimentos médios têm as maiores taxas de mortes no trânsito, com 20,1 por 100.000 habitantes anualmente. Os países de baixos rendimentos ficam em segundo lugar, com 18,3 mortes por ano. Assim chegamos à conclusão que os países cujas populações possuem altos rendimentos têm um registro consideravelmente mais baixo. “Apenas” 8,7 mortes por ano, por cada 100.000 habitantes.

A explicação para tal fenómeno talvez seja o alto número de veículos de baixa qualidade e inseguros dos países mais pobres. Esta constatação é tanto mais relevante que coloca os países de rendimento médio no topo. Ou seja, já possuem o algum rendimento, o suficiente para conseguir comprar um veículo. Mas não o suficiente para comprar um veículo recente e mais seguro.

Os custos e a frequência dos acidentes e outras curiosidades

O custo anual de acidentes de trânsito nos Estados Unidos é estimado em 900 mil milhões de dólares. Este estudo foi realizado pela Administração Nacional de Segurança no Trânsito nas Estradas (NHTSA). O número real atual é provavelmente ainda maior, visto que esta pesquisa foi realizada em 2010.

O uso de telemóveis é um dos grandes causadores do engrossar das estatísticas de acidentes rodoviários.

Alegadamente, 1,6 milhão de acidentes de carro foram causados pelo uso de telemóveis enquanto conduzia. Só naquele ano. Em outras palavras, 1 em cada 4 acidentes de carro é causado por conduzir e manusear o telemóvel simultaneamente. Em 2010, em média, a cada 50 minutos, uma pessoa morre por se envolver em acidente ao conduzir sob a influência de álcool.

De acordo com informações de 2016 da NHTSA, 29 pessoas morrem, em média, todos os dias em acidentes de automóvel causados por automobilistas embriagados. Pelo lado positivo, estima-se que os cintos de segurança salvaram quase 15.000 vidas. Este fato demonstra que elemento é dos mais importantes componentes da segurança.

A velocidade nas estatísticas

O excesso de velocidade é quase sempre apresentado como a “ovelha negra” da falta de segurança rodoviária. Vejamos estatisticamente como afeta realmente a segurança rodoviária. Nos Estados Unidos os acidentes relacionados com excessos de velocidade custam 40 mil milhões de dólares a cada ano. Esta informação foi disponibilizada pelo Instituto de Informação de Seguros americano.

Por mais de duas décadas, o excesso de velocidade está envolvido em aproximadamente um terço de todas as mortes de veículos. Os adolescentes têm maior probabilidade de estarem envolvido em situações de excesso de velocidade. Cumulativamente esta faixa etária tem por hábito circular com uma distancia de segurança inferior ao ideal.

Voltando aos Estados Unidos, mais de 50% dos cinco milhões de acidentes de carro por ano são causados condutores agressivos. Atenção que o fator, excesso de velocidade, é considerado como um comportamento agressivo e o que mais prevalente nessa estatística. Além das fatalidades cerca de 2 milhões de condutores americanos sofrem lesões permanentes a cada ano.

Os peões nas estatísticas

As estatísticas mostram que os peões têm 90% de hipóteses de sobreviver a um acidente até 30 Km/h e apenas 50% de chance em velocidades mais altas. Se for atingido a 60 quilômetros por hora, têm 80% de chance de morrer. Cerca de metade das mortes são resultantes do desrespeito pelo sinal vermelho por parte do veículo. Mesmo assim as distrações são a principal causa de mortes de peões, principalmente por dispositivos móveis eletrónicos.

À noite os peões atropelados foram 74% das mortes, destes 72% não cruzavam nas passadeiras. Atenção que 34% dos peões mortos foram considerados legalmente bêbados. Em média, um peão foi morto a cada 1,5 horas em acidentes de trânsito em 2016. No período de inverno aumenta 17% todos os acidentes com veículos.

A cada ano, 24% dos acidentes de veículo relacionados ao clima ocorrem em pavimentos com neve, lama ou gelo e 15% acontecem durante nevasca ou granizo. Embora os sistemas de tração nas quatro rodas possam ajudar um carro a se mover na neve e no gelo e fornecer controle extra ao virar, porém não ajudam a parar muito mais rápido do que uma tração nas rodas dianteiras ou traseiras. Pois a área de aderência ao piso é sempre a mesma.

Fotos | Wikimedia, QuoteInspector