Event Data Recorder: a caixa negra dos carros

Redacción Circula Seguro

11 de Março de 2022

Dentro de alguns meses, vamos ouvir o termo EDR (Event Data Recorder) com mais frequência no âmbito dos automóveis. Em outras palavras, o EDR será algo como a “caixa negra” dos carros, um dispositivo que será instalado debaixo do banco do condutor e será responsável de obter informações para esclarecer as possíveis causas de um acidente.

Sistemas ADAS

Porque surgiu e de onde foi proposta a sua instalação nos carros? A instalação deste dispositivo, que terá aproximadamente o tamanho de um telemóvel e que será aparafusado ao chassis, faz parte dos chamados ADAS, sistemas de assistência à condução, que estão a ser promovidos pela União Europeia com o objetivo de melhorar a segurança rodoviária e conseguir zero mortes em acidentes de trânsito até 2050. De acordo com um estudo do Parlamento Europeu, o EDR evitará até 25.000 mortes e mais de 140.000 feridos graves nos próximos 18 anos.

O regulamento que prevê a instalação deste dispositivo será implementado em duas fases: a primeira fase chegará no verão de 2022, no mês de julho. A partir de então, todos os carros de fabrico recente terão de incorporar o EDR obrigatoriamente. A segunda fase entra em vigor no dia 1 de janeiro de 2024 e afetará não apenas todos os carros fabricados, mas todos os que são vendidos, mesmo que tenham sido fabricados antes do verão de 2022.

Privacidade

Que parâmetros são registados pela caixa negra? Em primeiro lugar, é importante destacar que os dados são privados, isto é, o EDR não grava imagens ou sons para garantir a privacidade do condutor e não gravará os dados pessoais do condutor. Como explicado pela DGT, esta caixa negra regista, para além de parâmetros como o dia ou a hora, mais de 15 variáveis: velocidade do veículo, travagem, rotações do motor, força de impacto frontal e lateral, movimentos de direção, posição do acelerador, funcionamento de sistemas de segurança tais como airbags, cintos de segurança ou determinados assistentes.

Funcionamento

O funcionamento é o seguinte: quando ocorre um acidente, o EDR deve registar todos os dados durante os 30 segundos antes e cinco segundos após o acidente. As informações obtidas são anónimas, um EDR regista apenas dados em situações específicas, não guarda dados pessoais, tais como nome, idade ou sexo do condutor. É importante sublinhar que as informações obtidas pelo EDR não servem para determinar falhas num acidente, mas podem ser utilizadas para analisar as causas e incentivar uma melhor condução. Todas as informações são eliminadas de forma periódica. Para aceder a todos estes dados, só será necessário ligar a caixa negra a um computador e com software compatível, todos os dados são obtidos.

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