ADAS para evitar que o cansaço seja letal

Redacción Circula Seguro

17 de Maio de 2022

A fadiga ao volante é a causa de 30% dos acidentes nas estradas. Sabemos que existe só uma maneira de neutralizar o cansaço: descansando; no entanto, nesta questão, alguns condutores tendem a subestimar as consequências de não o fazer. Detetar os primeiros sintomas de fadiga antecipadamente é fundamental.

O fator humano

Essa é, precisamente, uma das funções do sistemas ADAS (Advanced Driver Assistance Systems), que divulgamos em muitas ocasiões. Como o fator humano é uma das principais causas de acidentes nas estradas, estes sistemas estão aqui para ajudar. Graças a este conjunto de soluções tecnológicas, aumenta a segurança, a condução é mais simples e há menos possibilidades de que os condutores cometam um erro. Os ADAS pdem até mesmo intervir na direção e/ou travões do automóvel para evitar uma colisão ou mitigar as suas consequências e, para além, oferecem informações sobre situações no seu meio e alertam sobre situações de risco. De fato, a partir de julho de 2022, todos os carros recentemente fabricados na Europa deverão estar equipados com alguns destes sistemas, (pode consultar quais no nosso infográfico) incluindo o detetor de fadiga e sonolência. Como funciona este último?

Análise de dados

O funcionamento do detetor de fadiga e sonolência é baseado na análise de dados. O sistema “lê” a nossa forma de conduzir desde o momento em que ligamos o motor do carro, de maneira que, assim que haja uma dissonância entre o padrão detetado e o comportamento de condução, os alarmes sejam acionados.

É então quando saltam os avisos: estes podem ser visuais (no painel), acústicos ou mesmo sensoriais, em forma de vibração no volante ou no assento. Normalmente é uma combinação de todos eles. Lembre-se que, numa situação de fadiga, precisamos de estímulos poderosos para nos tirar da letargia, e ainda mais numa possível situação de risco.

Câmaras que focam o condutor

No entanto, embora sejam muito eficazes, estes avisos têm um certo atraso, já que nos alertam para uma condução que já está fora do padrão normal e pode mesmo ter-se tornado perigosa. Por isso, os mais recentes sistemas de deteção de fadiga vão mais longe e tentam prevenir o perigo. Através de câmaras de reconhecimento facial que focam o condutor, estes sistemas detetam sinais de sonolência ou distração: reconhecem para onde estamos a olhar, o número de vezes que pestanejamos, se bosezamos, etc. e avisam antes que seja demasiado tarde. Podem também utilizar sensores no volante e que medem a pressão das mãos ou a brusquidão das manobras.

Há também aqueles que funcionam com o ESP (Controlo Eletrónico de Estabilidade) calculando mudanças de ângulo de direção, ou através das informações fornecidas pela câmara dianteira (que deteta, por exemplo, no caso de pisar muitas vezes as linhas da estrada).

Regras de ouro contra o cansaço

Para além da ajuda proporcionada pelos sistemas ADAS, nunca devemos esquecer as duas regras de ouro para evitar o início do cansaço ao volante:

  • Parar cada duas horas e fazer alongamentos.
  • Beber água para hidratar e ajudar a manter o tom físico e a capacidade de atenção.

Vale a pena lembrar que não apenas falamos do grande perigo de adormecer ao volante, mas também que o cansaço piora os nossos reflexos, a nossa precisão visual e as decisões que tomamos na condução não são as melhores. Colisões traseiras, desvios de via e invasões da pista contrária podem ser explicados em grande medida por este fator. Conduzir sob os efeitos da fadiga leva-nos a cometer tantos erros como se estivéssemos a conduzir sob os efeitos do álcool.

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