Del infinito al cero. Así lo hicimos

Redacción Circula Seguro

19 July, 2021

Quais são as chaves para melhorar a segurança viária na Espanha? Como essa evolução foi vivenciada por cada experiência pessoal? O que falta para atingir o Objetivo Zero Vítimas? Quais áreas devem ser enfatizadas nos próximos anos? Como a Covid-19 mudará a luta contra os acidentes? Estas são algumas das perguntas que foram realizadas a mais de 40 pessoas de âmbitos muito diferentes, com o objetivo de analisar em conjunto como a segurança viária na Espanha evoluiu nos últimos trinta anos. Suas considerações foram incluídas no livro “Del Infinito al Cero. Así lo hicimos”, apresentado em junho passado, co-editado por Pere Navarro, diretor-geral da DGT, e Jesús Monclús, diretor da Área de Prevenção e Segurança Viária da Fundación MAPFRE.

Desafio mundial

Esta publicação, disponível de forma gratuita no site da Fundación MAPFRE para todos aqueles que queiram o download, pretende analisar experiências muito diversas e projetar este conhecimento para um futuro no qual não haja vítimas como resultado da mobilidade, na Espanha nem nos demais países do mundo. A segurança viária continua sendo um dos grandes desafios mundiais não resolvidos:1.350.000 pessoas morrem nas estradas do mundo a cada ano, cerca de 23.000 delas na União Europeia.

Grandes progressos na Espanha

Embora ainda haja muito trabalho a ser feito, grandes progressos foram alcançados na segurança viária durante as últimas três décadas, tanto na Espanha como na União Europeia como um conjunto. Por exemplo, a Espanha melhorou o número de acidentes mais rapidamente que os demais países da União Europeia. Em 1990, a Espanha foi significativamente pior que a média da UE, mas agora tem um dos melhores resultados, tendo reduzido as mortes nas estradas em mais da metade entre 2001 e 2010, e em mais 29% na última década. Neste último período, por exemplo, a Espanha se tornou o quarto país europeu com a maior redução percentual de vítimas, como resultado da mobilidade relacionada ao trânsito.

Estrutura

A publicação reúne, em uma estrutura simples que facilita a leitura, todos os autores que participam desta análise coletiva. Depois das cartas de apresentação, e reunidos em três capítulos principais, os autores apresentam suas reflexões sobre o passado e suas propostas para o futuro. Os capítulos deste livro são as seguintes: o fator humano, a tecnologia (veículos, vias, sistemas inteligentes de trânsito, etc.) e, finalmente, a política, a sociedade, as associações de vítimas e os cidadãos.

O papel das vítimas

As vítimas de acidentes de trânsito têm um papel muito importante na publicação. De fato, durante a apresentação do livro, o diretor da DGT, Pere Navarro, declarou que a publicação “é dedicada a todas as vítimas que não conseguimos ou não soubemos como evitar”. Navarro destacou o consenso alcançado nesta área ao longo dos anos: ‘Não há direita ou esquerda quando se trata de segurança viária. Temos sido capazes de preservar isso acima da política. A aplicação da lei de trânsito é a forma mais eficaz de reduzir o número de vítimas. No entanto, ainda temos um longo caminho a percorrer e espaço para melhorias na educação e treinamento”.

Jeanne Picard, presidenta da Federação Ibero-americana de Associações de Vítimas contra a Violência nas Estradas (FICVI) e co-fundadora da STOP Acidentes, disse na apresentação que “este livro simboliza a esperança. Muitas vidas foram salvas, mas também há histórias de seres queridos que não mais conosco. As vítimas não se subtraem. Somam-se dia a dia”. Além disso, Picard denunciou o fato de que as vítimas da violência nas estradas ainda não estão totalmente atendidas, algo que ocorre com muitas outras vítimas: “A violência nas estradas é uma violência como muitas outras que têm a ver com a educação”.

Nenhuma vítima pode ser assumida

O ministro do Interior, Fernando Grande Marlaska, cujo discurso finalizou a apresentação do livro, disse que 1989 foi o pior ano de nossa história. Naquela época, 25 pessoas perdiam a vida na estrada todos os dias. Atualmente, são 5 mortes por dia. Sem dúvida, ainda são muitas. Por isso, as reflexões compartilhadas em “Del Infinito al Cero. Así lo hicimoas” querem lançar luz sobre o fato de que nenhuma vítima de trânsito pode ser assumida.

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