O perigo do “aquaplaning”

Duarte Paulo

28 January, 2020

A ocorrência de aquaplaning é indesejável, mas o estado do viatura, a experiência do condutor e a sua atitude perante tal situação ditará o desfecho da mesma.

Saiba aqui quais os fatores que influenciam a possibilidade de sair dum aquaplaning com sucesso.
Aquaplaning apesar de ser um termo anglo-saxónico é talvez a descriminação mais conhecida para aquaplanagem. Assim, talvez seja a forma fácil de mais pessoas identificarem o tema.

Prevenção é o melhor recurso

A melhor estratégia para reduzir as probabilidades de ser surpreendido é evitar os fatores que contribuem para a ocorrência do aquaplaning. Verifique se o tipo de pneu é o adequado para esta época do ano. Controle a pressão dos pneus e aplique a pressão recomendada pelo fabricante do veículo e dos pneus.

Lembre-se que as dimensões dos pneus também são um fator de risco. Os pneus mais estreitos, devido à menor área de contacto com o solo, têm menos tendência a levantar o carro, criando o efeito de aquaplaning. Em contrapartida, naturalmente, os pneus mais largos são mais propensos a aquaplaning.

A velocidades reduzidas a probabilidade de ocorrer aquaplanagem é inferior, pois o pneu tem capacidade de escoar a água, não sendo separado do solo pela pressão da água. Evite passar sobre lençóis de água. Quanto maior a acumulação de água maior a dificuldade para escoar a mesma.

Como sair com sucesso de uma situação de aquaplaning

Sinteticamente podemos apontar dois fatores como primários para ter sucesso numa situação deste género. Eles são quais as rodas que perderam tração e a direção que o veículo se movimenta.

Caso a viatura esteja circulando em linha reta, inicialmente sentirá a sensação de que o veículo está solto. Esse fenómeno ocorre devido supressão da aderência dos pneus com a estrada. Tentativas de correção com o volante são desaconselhada durante o aquaplaning. Levante o pé de forma progressiva do acelerador, desta forma poderá recriar as condições propícias a recuperar a tração.

Continuando no caso de aquaplaning em linha reta, todas as correções feitas com o volante podem colocar o carro em derrapagem incontrolada, fazendo o veículo rodar sobre o seu próprio eixo de onde a recuperação é muito difícil ou mesmo impossível.

Deve evitar travar, porém caso seja inevitável o condutor deve fazê-lo, sabendo que essa ação irá causar instabilidade, pois a primeira roda que recuperar a tração irá tentar travar o veículo, fazendo-o rodar no sentido dessa roda.

Se a aquaplanagem ocorrer nas rodas traseiras e causar sobreviragem, o condutor deve orientar o volante no sentido do deslizamento, até os pneus traseiros recuperarem a tração, e, em seguida, corrigir o volante rapidamente, mas sem excesso, para o outro lado para endireitar o carro.

Aquaplaning e sistemas de ajuda à condução

Os sistemas de ajuda à condução funcionam utilizando de forma seletiva a travagem de cada roda. Mas como é referido acima, em situações de aquaplaning os pneus deixam estar em contacto com a estrada. Pelo que só quando um veículo recupera a tração é que o sistema volta a conseguir efectivamente atuar.

Os sistemas de ajuda à condução atuais não permitem evitar as situações de aquaplaning. Pelo que, por exemplo, os sistemas de controlo eletrónico de estabilidade não podem substituir as técnicas de condução defensiva. Nem a falta de adequação dos pneus á situação de falta de tração e falta de contacto efetivo com a estrada.

A baixa velocidade a probabilidade de ocorrer aquaplanagem é menor, pois o pneu consegue escoar a água

Quando as condições são menos do que as ideais, os condutores precisam de ficar alerta. Sempre que se aperceber da existência de água acumulada na via, ou a atravessá-la, tenha cuidado, pode ser vítima de aquaplaning.

Um condutor responsável tem que se focar no que se passa ao seu redor, percepcionar quais as condições existentes para que consiga conduzir de forma segura. Deve saber abordar a estrada e como deve interagir com os elementos. A forma de abordagem do condutor pode fazer a diferença entre ser envolvido ou não num acidente. Para isso é preciso usar a cabeça.

Fotos | Wikimedia Commons, Pixabay

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