Um objetivo necessário: zero vítimas nas estradas

Redacción Circula Seguro

27 de Janeiro de 2022

A taxa de acidentes nas estradas espanholas em 2021 foi de 1.004 mortes. Estatisticamente, o número representa uma redução de 9% em comparação com os dados de 2020 e a confirmação de uma tendência positiva quanto à diminuição do número de vítimas em Espanha na década.

No entanto, de uma perspetiva humana, é um número inaceitável. 1.004 tragédias. Para além, ao analisar os dados nesta mesma perspetiva, verificamos que, por exemplo, os acidentes são a principal causa de morte em todo o mundo entre crianças e jovens entre 5 e 29 anos. Em outras palavras, os acidentes de trânsito são atualmente a principal causa de mães e pais perderem os seus filhos.

Europa a caminho

“Nenhuma morte ou feridos graves em acidentes rodoviários até 2050” é uma proposta das Nações Unidas a que a Espanha aderiu. “Temos de assumir, a partir de agora, que morrer na estrada é um final inaceitável”, diz Álvaro Gómez, diretor do Observatório de Segurança Rodoviária da Direção-Geral de Trânsito (DGT). A maioria dos países da UE já está em processo de atingir este objetivo de zero vítimas: na última década as campanhas têm conseguido reduzir, em média, 36% dos acidentes com mortes na Europa.

Está progressão foi recentemente apresentada no caso espanhol no livro “Do Infinito ao Zero: Assim o fizemos”, coeditado por Pere Navarro (diretor-geral da DGT) e Jesús Monclús, diretor da Área de prevenção e segurança rodoviária da Fundación MAPFRE, que reúne os depoimentos de mais de 50 protagonistas da segurança rodoviária em Espanha nas últimas três décadas, e que analisa os fatores que tornaram possível a Espanha passar de estar na base da classificação europeia no final dos anos 80, a ocupar uma das primeiras posições devido à sua taxa de acidentes relativamente baixa.

A segurança rodoviária em cena

Entre as principais propostas para atingir o objetivo desejado de zero vítimas na estrada, está a revitalização de nossa política de segurança rodoviária nos próximos anos, com o objetivo de combater o chamado “burn-out” de certas medidas de segurança rodoviário. Também destaca que para combater o número de acidentes e a dor humana que representam, é necessário o enfoque na segurança rodoviária e na proteção dos utentes vulneráveis, como peões, ciclistas, motociclistas e utilizadores de trotinetas.

Também é proposto promover viagens ativas e sustentáveis, como a bicicleta; prestar especial atenção à nova mobilidade, como a partilha de veículos; e promover uma maior coordenação da mobilidade nacional, europeia e global, em linha com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), que, poderiam reduzir para metade o número de mortes e feridos graves até 2030, e aproximar-nos do Objetivo Zero no menor tempo possível.

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