ONU: todos os países devem lutar contra mortes evitáveis no trânsito

André Gomes

5 March, 2020

A ONU considera que o combate pela redução da mortalidade rodoviária é uma missão que compete a todos os países do planeta.

Os acidentes de viação matam cerca de 1,35 milhões de pessoas todos os anos e custam à maioria dos países 3% do seu Produto Interno Bruto. Os números foram avançados pelos responsáveis da saúde da ONU, na terceira Conferência Ministerial Global sobre Segurança Rodoviária, em Estocolmo, na Suécia.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde da ONU (OMS), os acidentes de trânsito são a principal causa de morte de crianças e adultos jovens dos 5 aos 29 anos.

Os milhões de vidas perdidas todos os anos devido a colisões no trânsito são “um ultraje”, para o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus. “É um preço inaceitável pagar pela mobilidade”.

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Países de baixos rendimentos

Além disso, 93% das fatalidades nas estradas do mundo inteiro ocorrem em países de baixa e médios rendimentos, embora essas nações possuam aproximadamente apenas 60% dos veículos em circulação no mundo.

A maioria das mortes e lesões no trânsito pode ser evitada, utilizando estratégias testadas e comprovadas”, afirmou o responsável da OMS, Ghebreyesus.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, declarou que salvar vidas através da melhoria da segurança rodoviária era “um dos muitos objetivos da Agenda 2030”.

Em colaboração com a OMS, a Suécia recebeu mais de 1.700 participantes de cerca de 140 países na Conferência sobre Segurança Rodoviária, onde os delegados partilharam as suas experiências, enquanto traçavam orientações estratégicas para a segurança rodoviária global e definiam maneiras de acelerar a evolução.

As conclusões do presidente, denominadas Declaração de Estocolmo, foram apresentadas pelo ministro sueco das Infraestruturas, Tomas Eneroth, e pediram forte vontade política e cooperação internacional, além de parcerias em toda a sociedade.

Mudanças positivas na segurança rodoviária dependem de uma liderança forte e vontade política ao mais alto nível dos governos e em estreita colaboração com a sociedade civil e o setor privado.

Tomas Eneroth também associou a segurança rodoviária à implementação da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, estabelecendo recomendações para acelerar as ações visando a diminuição para metade das mortes e lesões rodoviárias até 2030.

Foto: Max Pixel

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