A nova dimesão das passadeiras para peões

Redacción Circula Seguro

10 de Maio de 2022

O peão é o membro mais vulnerável do trânsito. O atropelamento, mesmo nas passadeiras, continua a ser uma grande preocupação para os responsáveis pela segurança rodoviária em todo o mundo. As melhorias para facilitar a segurança dos peões ao atravessar são, portanto, particularmente bem-vindas.

Uma delas é as passadeiras em 3D, que são pintadas no asfalto com sombras para criar um efeito visual que engana opticamente os condutores. A sensação é que cada linha flutua no ar, bem como o peão que caminha sobre elas. Na verdade, a sensação tridimensional faz com que cada linha da passadeira pareça um bloco com volume. Obviamente, esta ilusão óptica surpreende os condutores e obriga-os instintivamente a diminuir a velocidade e prestar mais atenção ao que está à sua frente.

Anti-reflexo e antideslizante

As vantagens não acabam aqui, já que, para além do aumento da segurança para os peões, a utilização de materiais especiais com maior efeito anti-reflexo e antideslizante também beneficia os motoristas, que sofrem menos incidentes por deslizamentos. A explicação é que a maioria das passadeiras 3D utilizamuma técnica de colagem quente na instalação: em vez de tinta convencional, é utilizado calor para aplicar peças de plástico, que são antiderrapantes e duram doze vezes mais tempo do que a tinta convencional.

Adeus às lombadas?

Estas passadeiras 3D podem evitar a colocação de lombas de velocidade, que são muito inconveninetes para os condutores de autocarros e camiões. De facto, alguns profissionais do transporte queixam-se de dores nas costas depois de passarem por uma grande quantidade destes dispositivos durante o dia. Dinamarca e Islândia são dois países que já deixaram de instalar lombadas em algumas das suas localidades e agora instalam passadeiras 3D.

No Reino Unido, especificamente em Londres, essas passadeiras foram implementadas com bastante sucesso em áreas próximas aos colégios, para testar se este efeito ótico faz com que os condutores reduzam a velocidade e prestem mais atenção. A propósito, os efeitos visuais foram utilizados no Reino Unido no passado para conseguir que os condutores tirassem o pé do acelerador: uma estrada muito próxima ao Lago Lomond com uma longa reta, na que os condutores costumavam colocar os seus veículos a alta velocidade, foi transformada por efeitos visuais numa estrada muito mais sinuosa, o que contribuiu para uma redução considerável na velocidade dos veículos.

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