Reboques para veículos e motas: como afetam a sua segurança

Redacción Circula Seguro

24 August, 2021

Os reboques são uma excelente opção para aumentar a capacidade de armazenamento do seu veículo ou mota, mas é importante informar-se sobre as suas características, requisitos e como afetam a dinâmica de condução.

Para começar, existem dois tipos de reboques: ligeiros e pesados. Os ligeiros são aqueles com massa máxima autorizada de 750 quilogramas ou menos. Não requerem permissão ou matrícula própria, mas devem ter a matrícula do veículo; e não necessitam um seguro separado. Acima desse peso, estamos a falar de reboques pesados: É necessária uma permissão própria para o reboque, bem como uma matrícula específica e um seguro obrigatório para além do seguro do veículo (por exemplo: caravanas).

Reforma importante

Para poder “atrelar” é preciso uma bola de reboque. A sua instalação é simples, mas é uma denominada “reforma importante” e, como tal, deve ser devidamente na ficha técnica. É importante que seja um acessório homologado para evitar problemas. ITV dos reboques: os ligeiros não são obrigados, mas devem estar atrelados ao automóvel quando realizam a ITV. Os reboques pesados devem ter a sua própria ITV, cumprir os prazos estabelecidos e independentemente da ITV do veículo ao que estão atrelados.

É muito importante ter em conta a velocidade máxima de condução com um reboque. Em autoestradas e rodovias é de 90km/h, em estradas convencionais é de 80 e em cidade, em geral, 50 km/h. Muitas pessoas conduzem à mesma velocidade como se não houvesse um reboque, o que significa um risco importante tanto para a sua segurança como para a dos outros. Lembre-se que um reboque altera muito a dinâmica do veículo e que não é o mesmo que ter a mala muito pesada, como muitos pensam.

Distância de travagem

Sobre a velocidade, é preciso ter em conta que a distância de travagem aumenta de 15% – 20% pela carga extra. Portanto, com reboque é preciso manter uma maior distância de segurança. Cuidado especial com rajadas de vento, pois são geralmente perigosas e o seu efeito aumenta com um reboque atrelado. Por exemplo, ultrapassar um camião com vento lateral pode causar um desvio do trajeto, pois o veículo pode estar protegido do vento pelo camião, mas o reboque não está.

Outra questão muito importante é que a marcha-atrás funciona de forma oposta à dum veículo sem reboque, pelo que é aconselhável praticar o movimento em algum lugar sem trânsito antes de conduzir em vias públicas. Para além, a carga deve ficar a dez ou vinte centímetros à frente do eixo das rodas, para alcançar a máxima estabilidade possível. Cuidado também com as curvas fechadas: é aconselhável abrir o máximo possível e controlar a pressão dos pneus pela transferência da massa.

Reboques para motas

Embora os reboques para motas ainda não sejam muito populares, cada vez são mais comuns nas estradas. Deve-se ter em conta que, se num automóvel já transformam a condução, numa mota o seu efeito é ainda mais acentuado e o comportamento dinâmico da mota é seriamente afetado.

Os reboques pequenos e de uma única roda podem virar e inclinar-se ao mesmo tempo que a mota, a facilitar o traçado das curvas. São pequenos e de capacidade limitada, porém mais fáceis de levar. Os de duas ou mesmo de quatro rodas não têm essa capacidade de inclinação, portanto a condução é mais difícil. O excesso de velocidade pode provocar uma perda de equilíbrio e estabilidade nos dois tipos de reboques.

A norma permite que motas, triciclos e bicicletas possam atrelar um reboque ou semi-reboque, sempre que não superem 50% da massa sem carga do veículo, mas estabelece três condições: a circulação deve ser durante o dia e em condições que não diminuam a visibilidade; a velocidade de condução nestas condições deve ser reduzida 10% em relação à velocidade genérica estabelecida para estes veículos e, em nenhum caso, transportar pessoas no reboque.

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